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Cachorros galgos podem ter problemas com anestesias?

Na semana passada, nós contamos aqui no Blog que os cães braquicefálicos – aqueles que têm o focinho achatado, como o Shih Tzu,  Pug e Bulldog Francês – precisam de cuidados especiais quando o uso de anestesia se faz necessário, e este é o caso dos Galgos.

Na matéria, explicamos que o motivo da preocupação não é necessariamente sobre os efeitos da anestesia, mas sim pela respiração fragilizada que os cães braquicefálicos têm. Além disso, explicamos que a única raça canina que é comprovadamente mais sensível à anestesia é o Greyhound, assim como os outros galgos (Whippet, Galgo Italiano, Afghan Hound etc.). E agora chegou a hora de explicar melhor os motivos para você ficar por dentro do assunto.

Galgo com roupa colorida

Anestesia em Galgos: cão com pouca gordura corporal

Os galgos são cães que mandam super bem nas corridas, graças ao biótipo privilegiado que têm. Só que o corpo franzino que ajuda estes caninos a atingirem até 80 Km/h é justamente o que os torna mais sensíveis às anestesias.

“Galgo é uma denominação para cães esguios, ágeis, de tórax profundo com notáveis habilidades para corrida e atividades que envolvam velocidade. Tais características culminam em um baixo “escore” de gordura corporal, o que coloca esses cães em um grupo especial, que precisa de mais atenção antes de receber a anestesia”, explica Karina Casagrande Ferreira, Médica Veterinária e pós-graduada em Anestesiologia de Cães e Gatos.

A médica conta que os cães com baixa taxa de gordura corporal são mais suscetíveis às quedas de temperatura durante a anestesia e, por isso, precisam contar com fontes externas de calor para se manterem aquecidos até que passem os efeitos do anestésico.

Anestesia em Galgos: Metabolismo diferenciado

O metabolismo de um galgo é tão rápido quanto o cachorro em uma pista de corrida, ou seja, o organismo do pet é super ágil para quebrar os alimentos e transformá-los em energia para o corpo. E isso contribui bastante para que ele se mantenha magrinho.

Porém, se o ágil metabolismo ajuda o cão a manter o peso, ele joga contra quando o assunto é anestesia. “Esse grupo de cães tem um metabolismo acelerado, tornando a estabilização do plano anestésico (quando o animal está dormindo e mantém todos os parâmetros vitais estáveis sem sinais de dor) um desafio para o anestesista”, diz Casagrande.

Isso acontece porque a fisiologia diferenciada do galgo faz com que o cachorro não metabolize os agentes da anestesia da mesma forma que outras raças, já que seu fígado tem menores quantidades de enzimas oxidativas.

Anestésicos específicos

“Galgos não devem receber alguns grupos anestésicos, por serem mais suscetíveis a efeitos colaterais, relacionados principalmente a um retardo na recuperação anestésica. Entre esse grupo, destacam-se os anestésicos do grupo tiobarbitúricos”, revela a doutora.

Então, cabe ao médico veterinário fazer uma pré-avaliação minuciosa, analisando se há real necessidade do paciente ser anestesiado e, caso confirmado, avaliar qual anestesia – dentro deste grupo específico – é a mais indicada para minimizar os efeitos colaterais e ajudar o bichinho a ter uma melhor recuperação. 

Importante ressaltar que apesar de serem mais sensíveis à anestesia, os galgos podem perfeitamente receber a droga quando a situação for necessária. Basta contar com um bom médico veterinário, que solicite todos os exames preventivos do peludinho e saiba lidar com as particularidades da raça para cuidar muito bem do pet.

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Sobre o autor

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e que não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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