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Câncer de pele em cachorro tem cura? Sinais e tratamento

Caroços, feridas e manchas na pele do seu pet merecem atenção. Entenda como identificar o câncer de pele em cachorro, quando ele tem cura e como prevenir.

Por Amanda Fernandes -

Encontrou um caroço, uma ferida que não cicatriza ou uma mancha diferente na pele do seu pet? Essas alterações podem levantar dúvidas sobre a saúde do pet e merecem atenção. Quando o assunto é câncer de pele em cachorro, informação é importante para reconhecer possíveis sinais e saber quando buscar ajuda veterinária.

Cachorro com câncer de pele

O que é câncer de pele em cachorro?

A pele é formada por diferentes tipos de células que se renovam ao longo do tempo. Quando algumas delas passam a se multiplicar de forma desordenada, podem formar tumores, também chamados de neoplasias.

Esses tumores podem ser benignos, quando não invadem tecidos próximos nem se espalham para outras partes do corpo, ou malignos, quando podem invadir estruturas vizinhas e provocar metástases.

Por isso, nem todo nódulo na pele é câncer. Lipomas, cistos e algumas verrugas podem ser benignos, mas só a avaliação veterinária e, quando necessário, exames específicos conseguem identificar cada lesão.

Quais são os sinais de câncer de pele em cachorro?

Algumas alterações na pele podem passar despercebidas, principalmente em cães com pelagem longa ou densa. Durante o carinho ou a escovação, observe se há mudanças como: 

  • Caroços ou nódulos novos ou que aumentam de tamanho;
  • Feridas que sangram ou demoram para cicatrizar;
  • Manchas escuras ou alterações na coloração da pele;
  • Crostas, descamação ou falhas na pelagem;
  • Coceira, lambedura frequente ou secreção em uma região.

Nem todo tumor causa dor ou desconforto. Por isso, procure um médico-veterinário se notar uma alteração nova ou persistente, mesmo que ela pareça pequena ou não incomode o cachorro.

Tipos mais comuns de câncer de pele em cães

Cada tipo tem um comportamento próprio. Confira um resumo:

Tipo Como pode se apresentar Detalhe importante
Mastocitoma Nódulo que pode variar de tamanho e aparência Pode se parecer com outras alterações benignas
Carcinoma de células escamosas Ferida ou lesão elevada, especialmente em áreas pouco pigmentadas ou com pouca cobertura de pelo Alguns casos estão associados à exposição solar
Melanoma Mancha escura ou massa, mas nem sempre pigmentada Os melanomas na boca e nos dedos podem ter comportamento agressivo
Hemangiossarcoma cutâneo Lesão avermelhada ou arroxeada, às vezes semelhante a um nódulo A exposição solar pode estar relacionada a alguns casos cutâneos

Como é feito o diagnóstico?

Na hora de diagnosticar o pet, o médico-veterinário examina a lesão e pergunta quando ela apareceu e se houve mudanças no tamanho ou na aparência. Para investigar a causa, ele pode solicitar exames como:

  • Citologia: coleta células da lesão, geralmente com uma agulha fina, para análise;
  • Biópsia: retira uma amostra de tecido para avaliação microscópica e identificação do tipo de tumor.

Dependendo do caso, também podem ser indicados exames de imagem e outros testes para avaliar a extensão da doença e orientar o tratamento.

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Câncer de pele em cachorro tem cura?

Sim, alguns tipos de câncer de pele em cachorro têm cura, especialmente quando o tumor pode ser completamente removido e ainda não se espalhou. O prognóstico depende do tipo de tumor, da localização e do estágio da doença.

A cirurgia é uma das principais opções de tratamento. Quando indicada, pode envolver a retirada do tumor com uma margem de tecido saudável ao redor. Em alguns casos, o médico-veterinário também pode recomendar outros tratamentos, como:

  • Quimioterapia: pode ser indicada para determinados tipos de tumor;
  • Eletroquimioterapia: combina medicamentos com pulsos elétricos para favorecer a ação do tratamento nas células tumorais;
  • Radioterapia: pode ser usada em situações específicas, conforme o tipo e a localização do tumor.

Por isso, diante da suspeita de câncer de pele, é importante investigar a lesão e seguir as orientações veterinárias. O diagnóstico ajuda a definir as opções de tratamento e as chances de controle ou cura.

Como prevenir o câncer de pele em cachorro

Nem todos os casos de câncer de pele em cachorro podem ser prevenidos. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a reduzir a exposição excessiva ao sol e a perceber alterações precocemente:

  • Evite a exposição ao sol mais intenso, especialmente entre 10h e 16h;
  • Ofereça sombra durante passeios e brincadeiras ao ar livre;
  • Converse com o médico-veterinário sobre o uso de protetor solar para cachorro, principalmente em áreas com pouca pigmentação ou cobertura de pelo;
  • Observe regularmente a pele do pet e procure orientação veterinária ao notar mudanças;
  • Mantenha as consultas de rotina em dia.

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Perguntas frequentes

Câncer de pele em cachorro é contagioso?

Não. O câncer de pele não passa de um cão para outro nem para os tutores.

Cachorro branco tem mais risco de câncer de pele?

Cães de pele clara, pelo curto ou com pouco pigmento ficam mais expostos aos raios solares. Por isso, têm maior risco de alguns tipos, como o carcinoma de células escamosas.

Quando um caroço no cachorro é preocupante?

Quando ele cresce, sangra, muda de cor ou vem acompanhado de ferida. Mesmo sem esses sinais, vale levar ao médico-veterinário, pois só os exames confirmam a causa.

Câncer de pele em cachorro coça?

Pode coçar, sim, e alguns cães lambem o local com frequência. Mas há tumores que não causam nenhum incômodo, então a ausência de coceira não afasta a suspeita.

Todo nódulo no cachorro é câncer?

Não. Lipomas, cistos e verrugas benignas também aparecem na pele dos cães. Apenas a avaliação veterinária e os exames definem o que é cada um.

Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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