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Coleiras antipulgas

Por Jade Petronilho -

As coleiras antipulgas, poucas décadas atrás, concorriam diretamente com os talcos antipulgas. Sem muitas alternativas no mercado pet, era comum que nossos cachorros e gatos usassem esse tipo de coleira antiparasitas, mas com o tempo – e o avanço da medicina veterinária – foram surgindo diversas alternativas, fazendo com que esse tipo de produto quase desaparecesse.

Com o passar do tempo, as alternativas em borrifador e pour on (aplicadas sobre o dorso do animal) ganharam um espaço inacreditável e o uso indiscriminado e sem orientação de diferentes produtos fez com que alguns deles perdessem sua excelente eficácia inicial.

Nos últimos anos, fomos pegos de surpresa pelo surgimento de antiparasitas externos orais. Basta dar um comprimido – normalmente palatável – para promover a eliminação, controle e prevenção especialmente de pulgas e carrapatos. Os efeitos são conseguidos em poucas horas e a sua permanência no organismo do animal vai de um dia a três meses!

Coleiras antipulgas

As coleiras, porém, também passaram por mudanças em suas formulações e hoje, encontramos diversas opções. Uma grande vantagem deste tipo de produto é que a maioria atua também como repelente e, em certos casos, não age somente contra pulgas e carrapatos, mas também contra outros perigos para nossos pets.

Dependendo da marca da coleira antipulgas, é possível que seu cachorro ou gato também fique protegido contra o mosquito palha, transmissor da leishmaniose, mosquitos vetores da dirofilariose (verme do coração) e moscas que causam problemas como a miíase (“bicheira”), por exemplo.

Colocadas no pescoço do animal, elas podem ficar ali por meses, atuando da mesma forma e comumente não sofrendo alterações em sua ação mesmo que sejam molhadas por algum motivo. As coleiras antipulga são fáceis de serem usadas, mas precisam de cuidados especiais.

Cuidados ao usar uma coleira antipulgas

A maior parte das coleiras antipulgas atua utilizando produtos tóxicos que aos poucos são liberados. A intenção, obviamente, é agir somente contra aqueles que podem ser uma ameaça à saúde e bem-estar do seu pet, mas nem sempre é isso o que acontece.

Se você tem mais de um cachorro, por exemplo, e eles têm o costume de brincar mordendo o pescoço um do outro, repense! Os produtos contidos na coleira não foram elaborados para serem ingeridos e podem causar um quadro de intoxicação acidental.

Nunca deixe a “sobra” da coleira pendurada. Siga as orientações do fabricante e corte o excesso, fazendo com que ela fique perfeitamente ajustada no pescoço do seu filho de quatro patas.

Não deixe o produto frouxo de modo que possa sair sozinho. Isso também pode fazer com que seu pet queira brincar ou “mascar” a coleira – o que também pode resultar em graves intoxicações.

Pets mais sensíveis podem ser alérgicos às coleiras. Caso o seu bichinho apresente coceira e/ ou vermelhidão no local, suspenda o uso e, se for o caso, entre em contato com a marca. Independentemente do caso, nunca use um produto em seu animal antes de consultar o seu médico veterinário de confiança.

Por Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, três gatos e oito peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos. Hoje, é Coordenadora de Conteúdo Veterinário da Petlove&Co.

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