Como ajudar um cão a não ter medo do médico veterinário

Levar o seu cachorro para uma consulta tem se mostrado um desafio e tanto que você chega em casa esgotado de tanto que o peludinho deu trabalho para ser atendido pelo doutor?

Calma, nem tudo está perdido e há maneiras de melhorar a situação. Antes, pense em como deve ser a experiência para o seu pet, que provavelmente só vai à clínica quando está com dores ou numa condição de saúde não muito boa, ou seja, em um nível alto de estresse. E lá chegando, num local que ainda tem o odor de outros animais, um ser estranho aparece, começa a palpá-lo e invariavelmente perfura sua pele com uma agulha.

Convenhamos que para o cachorro não é uma situação nada agradável. Por isso, é importante fazer a dessensibilização, que nada mais é do que transformar uma situação incômoda ao bichinho em algo mais natural. Recentemente a gente deu dicas de como fazer isso com os gatinhos e agora chegou a vez de trazer a versão canina.

O primeiro passo é escolher as suas “armas” para suavizar o momento de tensão. Guloseimas, paninho que o cachorro usa pra dormir ou o brinquedo favorito dele são excelentes aliados para fazer o peludinho se sentir um pouco em casa na clínica. Da saída da residência até a chegada na clínica, ocupe a mente do seu pet com brincadeiras e recompensas, assim, quando o médico veterinário tiver que interagir com o bichano, ele estará muito mais relaxado.

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Algumas pessoas comentam que alguns cachorros parecem ter traumas antigos de uma clínica veterinária, pois basta o animal colocar as patinhas no local que tenha gente de jaleco para ele ficar inquieto e nervoso. E realmente pode ser que o animal tenha feito em algum momento da vida uma associação muito negativa, que para ser superada precisará que outras 10 ou 15 experiências positivas aconteçam. Paciência e perseverança deverão ser seus mantras.

Cuide para que a sua escolha seja boa e a clínica conte com profissionais atenciosos, que acolham bem o seu filho de quatro patas e tomem todos os cuidados para que ele tenha uma experiência mais tranquila possível da chegada até a saída do consultório. Um atendimento mal realizado pode colocar em risco todas as outras boas experiências, já que os hormônios liberado pelo animal quando ele está estressado numa consulta são os mesmos que ele libera quando sente que sua vida está em risco.

Importante também prestar atenção ao seu papel durante o atendimento. Repare se o seu bichinho fica mais calmo com ou sem a sua presença e converse como médico veterinário para entender se o melhor é acompanhar a consulta dentro da sala ou aguardar do lado de fora.

Caso não consiga oferecer ao seu pet o atendimento médico em casa, como o serviço da Petlove – disponível aos moradores de São Paulo (capital) – fique atento aos sinais de estresse que o seu cachorrinho dá e converse com o médico veterinário para abreviar o atendimento o máximo possível.

  • Lamber os lábios excessivamente
  • Manter a cabeça abaixada
  • Salivar constantemente
  • Manter a cauda dobrada
  • Mostrar-se ofegante

Se seu pet ainda é um filhote, temos boas notícias: você pode – e deve – desde já acostumá-lo a ser manipulado de diferentes formas. Faça “massagens” pelo seu corpo, mexa em suas orelhas, pegue nas patas e simule alguns procedimentos, como o corte de unhas, limpeza dos ouvidos e até a aplicação de injeções (faça uma preguinha com seus dedos na pele do pet e coloque uma leve pressão no local). Em seguida, faça festa, dê petiscos, carinho ou fale com ele em tom gentil. Levá-lo com frequência à clínica, apenas para brincar com os funcionários, também é uma ótima ideia. 

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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