Cães que vivem na cidade grande podem ser mais medrosos e ansiosos

A vida pacata e menos agitada do interior é o desejo de muitos daqueles que vivem nas cidades e estão cansados da poluição, barulho, correria e estresse característicos das grandes metrópoles.

E se a rotina de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro não se mostram fáceis e são capazes de fazer aumentar a probabilidade de termos problemas respiratórios e cardiovasculares – entre tantos outros -, um estudo finlandês mostra que para os cães a vida rural também pode ser bastante benéfica.

O estudo feito pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Helsinque analisou resultados de uma pesquisa com quase 6.000 cães, que vivem em áreas urbanas e no campo, e se aprofundou nas questões ligadas ao medo desses animais. 

Antes de contar detalhes da publicação, vale dizer que o medo é uma reação normal e importante, já que pode livrar os animais de situações ameaçadoras. Entretanto, quando um cachorro vive em constante estado de medo, o seu bem-estar acaba sendo impactado e comportamentos problemáticos tendem a aparecer – como agressividade, hiperatividade e ações repetitivas (como correr atrás do próprio rabo ou lamber as patas sem parar). 

O medo explorado pelos finlandeses é o chamado de “medo social”, ou seja aquela insegurança causada pela presença de um cão ou humano desconhecidos. O resultado mostrou que o medo social é mais comum entre as fêmeas castradas, os cães de pequeno porte e aqueles que não tiveram uma boa socialização quando filhotes.

O local onde o peludinho vive também mostrou ser de grande influência para ele ser mais ou menos medroso. No quesito “humanos estranhos”, os cachorros que vivem em cidades urbanizadas mostraram ter aproximadamente 45% mais medo de uma nova pessoa do que os pets que moram em zonas rurais.

Já o pavor a outros cães trouxe uma porcentagem ainda maior: 70% dos cachorros que moram em uma metrópole têm mais medo de um outro ser da mesma espécie quando comparado aos caninos que vivem em ambientes agrícolas. 

Apesar do estudo não especificar as diferenças entre a vida rural e urbana mais importantes para a saúde mental, a iniciativa serve de aviso de como a prevenção da saúde emocional dos cães é de suma importância e mesmo os mais suaves sinais de estresse não devem ser ignorados, pois o medo excessivo coloca a saúde do seu parceiro em risco.

Lembre-se de que, como toda vida em conjunto, cada ser da família acaba influenciando a vida do outro tanto para as coisas boas quanto para as ruins. E uma postura sua rude com o seu filho de quatro patas na tentativa de educá-lo pode acabar deixando o bichinho inseguro e desencadear nele uma série de problemas. Cuide para o que a sensação de bem-estar prevaleça em seu peludinho, independentemente se ele mora na cidade ou no campo.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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