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Como lidar com cães que têm medo de fogos?

Alguns cães possuem fobia de barulhos. Não precisa ser um específico. Pode ser barulho de aspirador, liquidificador, secador, vento, trovão e até fogos de artifício. Agora no final do ano, vários barulhos podem se somar, como fogos e trovão. Assim, o cachorro fica tenso quase que o tempo todo, mesmo quando não estão soltando fogos.

cachorro com medo de fogos, escondido de baixo da cama

Essa tensão aumenta o estresse e a liberação do cortisol (hormônio do estresse). Quanto maior esse estresse, menor a possibilidade do cachorro conseguir lidar com outras situações que causam medo.

Para trabalhar isso, devemos associar os barulhos baixinhos a coisas muito legais e divertidas. Por exemplo, se seu cachorro tem medo de secador, ligue o secador bem longe. Ao mesmo tempo, inicie uma brincadeira muito divertida com seu pet.

Eu sei que não podemos ligar ou planejar um barulho de fogos de artifício. Mas podemos encontrar sons de fogos na internet e colocar para tocar bem baixinho. Aos poucos você pode aumentar o som e sempre associar a coisas positivas. Se perceber que aumentou muito o som e o cachorro ficou desconfortável, volte para o volume anterior.

Isso ajudará, aos poucos a ele ficar mais tranquilo, mesmo quando tem esses sons mais altos e fortes.

Veja mais algumas dicas do que fazer no dia 31:

  • Coloque uma música relaxante
  • Coloque panos, cobertores ou tecidos grossos na janela para ajudar a abafar o som que vem de fora. 
  • Separe um espaço que o cachorro se sinta muito confortável e seguro, como uma casinha, caminha ou mesmo o sofá. 
  • Deixe a luz mais baixa, mas não precisa apagar toda a luz. Cães não gostam muito do escuro total, quando estão com medo. 
  • Tire todo e qualquer objeto ou enfeite que possa causar dano, quebrar ou machucar o cachorro. Proteja as quinas dos móveis. 
  • Deixe brinquedos que ele goste muito. O mais indicado para manter bastante o foco é oferecer atividades que facilitem a destruição, lambedura e busca por alimento. Alguns exemplos são os brinquedos recheáveis, os mordedores e os tapetes de forrageio e de lamber.
  • Se for ficar em casa, fique nesse cômodo confortável junto com seu cão. Evite deixa-lo sozinho. Estar ao seu lado ainda é o melhor lugar para ele.

Não há mágica!

Há muitas modas e dica mágicas para acabar com o medo de fogos de artifícios. Mas tudo que for introduzido somente segundos antes na vida do cachorro, pode se transformar em mais um fator de medo. 

Algodão no ouvido, faixa pelo corpo, fone antirruído, roupa calmante, entre outros, devem ser apresentados para o cachorro com antecedência. Isso porque não são coisas naturais para o cachorro utilizar. Pode causar mais desconforto usá-las do que o próprio medo dos fogos.

Não existe fórmula mágica para resolver o medo do seu cachorro em poucos minutos. O que podemos fazer é minimizar o medo com algumas técnicas. Mas nenhuma delas inclui colocar algo no cão que cause estranhamento nele.

Antes de mais nada, devemos pensar no bem-estar do nosso pet. Quando nós estamos mais tranquilos, mais calmos eles ficarão. 

O que fazer com cachorro que já está medo ou pânico de fogos de artifício?

O pior que podemos fazer quando o cachorro está mostrando muito medo, apavorado, em pânico dos fogos de artifício é deixa-lo sozinho. Quando nós estamos com medo, buscamos alguém para nos ajudar e nos deixar mais tranquilos, certo?! Com o cachorro é a mesma coisa. Quanto mais próximo ele estiver de você, mais seguro se sentirá. Se for possível, e seu cachorro gostar, abrace-o firme, acalme sua respiração e converse com ele, dizendo que está tudo bem, que os fogos já vão passar e tudo vai voltar ao normal.

Se não for possível pegá-lo no colo, fique com ele no local que ele mais se sente seguro da casa. Pode ser na caminha, no seu quarto ou até no sofá. Que tal fazer uma cabaninha com um lençol, para que ele tenha uma toca?

Não minimize o sofrimento do seu cachorro. Quanto mais você puder entende-lo e ajuda-lo, mais rápido a crise de medo ou pânico vai passar.

Medo não é frescura e nem passa sozinho. Mesmo em uma data tão festiva, devemos levar em consideração o bem-estar do nosso cachorro.

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Sobre o autor

Luiza Cervenka

Luiza Cervenka é bióloga, com mestrado em Psicobiologia (comportamento animal), Pós-graduação em Jornalismo e doutoranda em Medicina Veterinária. Assina o blog Comportamento Animal do Estadão e tem quadro pet no Programa Revista da Manhã na TV Gazeta. Atende cães e gatos como Terapeuta Comportamental.

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