Como lidar com gatos que brigam

As estatísticas mostram que o brasileiro que adota um gato provavelmente acaba aumentando a família felina pouco tempo depois. O objetivo na maioria das vezes é que um bichinho faça companhia ao outro.

Mas, como em qualquer relação, a briga de gato pode acontecer e o convívio que tinha tudo para ser saudável, pode azedar de uma hora pra outra. Às vezes, a confusão é momentânea, já em outras a animosidade fica perceptível e uma simples encarada pode te obrigar a intervir para acalmar os ânimos.

dois gatos brigando

O que fazer com dois gatos brigando?

Quando a briga de gato se torna habitual, é necessário atenção, pois nessas circunstâncias é preciso entender o que está gerando a desavença entre os bichinhos e tratar o problema em sua origem, que muitas vezes pode estar relacionada ao medo ou ansiedade de uma ou até das duas partes. 

Em casos extremos, os pets passam a viver em constante estado de tensão que podem resultar em distúrbios comportamentais, como demarcação de território, xixi fora da caixa de areia e até retenção de urina. Um médico veterinário especializado em comportamento animal te ajudará a fechar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento.

Outra curiosidade sobre o temperamento dos gatos, é que de maneira geral os felinos não referência quando o assunto é reconciliação. O comportamento habitual dos peludinhos para resolver um conflito é, via de regra, partir para a agressão ou correr para um local seguro. Ficar no mesmo ambiente e tentar uma aproximação pacificadora quase nunca é a opção escolhida.

Isso acontece porque, diferentemente de humanos (nem todos), cães e cavalos, os felinos são por origem seres solitários e independentes, ou seja, para eles manter laços com um ou mais parceiros de espécie não é a prioridade. Claro que há inúmeros exemplos de gatos que são amigos inseparáveis, mas essas situações são vistas como “bilhetes premiados”, já que os bichinhos não dependem de relações sociais para sobreviverem.

Dicas para facilitar a convivência felina

Como foi dito, o gato não abre mão de ser independente, por isso, se na residência há muitos bichinhos por metro quadrado, a chance de rolar uma briga ou uma situação de estresse aumenta muito. Garanta que cada peludinho tenha o seu espaço para descansar, brincar e, principalmente, fazer suas necessidades e se alimentar, para que eles possam manter a cabeça bem tranquila e viver em harmonia.

A chegada de um novo felino precisa respeitar um tempo e obedecer um processo para uma melhor adaptação. Apenas soltar os bichinhos no mesmo ambiente pode causar problemas que serão difíceis de serem resolvidos. Tenha paciência e não force que um se dê bem com o outro logo de cara, lembre-se que o morador mais antigo tem tudo para achar que o novato representa um perigo para o seu território. Dê tempo e siga nossas dicas para que enfim eles possam compartilhar o mesmo ambiente numa boa.

Agir de maneira agressiva, assustar ou berrar com os pets durante uma briga não é uma boa ideia, já que eles podem até encerrar as agressões e fugirem, mas a tensão e o sentimento de medo provavelmente serão mantidos. O ideal é sempre fazer uma abordagem mais suave e de preferência preventiva, ou seja, percebeu que os pelos começaram a ficar eriçados ou que estão se encarando de um jeito suspeito? Utilize brinquedos ou petiscos para afastar os bichinhos, prestando sempre atenção ao fator que estava gerando aquele conflito.

Também dá pra agir proativamente e não gastar energia só para apagar incêndios. Se um animal associa a presença do outro a coisas legais, a tendência é que eles tenham uma relação mais amigável, então, que tal brincar com eles ao mesmo tempo e oferecer recompensas que eles vão amar, como petiscos e muitos carinhos?

Por último, não esqueça que cada gato é um ser único e tem o seu próprio temperamento e preferências. É o seu filho de quatro patas que vai decidir se quer desenvolver algum tipo de vínculo afetivo com outro felino, não idealize que eles precisam morrer de amores um pelo outro. Independentemente de serem mais ou menos amigos, o mais importante é que você cuide do bem-estar de cada peludinho que você escolheu pra dividir a vida.

Agora que você já sabe o que fazer durante uma briga de gato e como prevenir que os felinos briguem novamente, visite o Blog da Petlove para mais dicas sobre comportamento felino.

Compartilhe esta matéria!

Sobre o autor

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e que não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

13 Comentários

  • Aqui em casa ninguém consegue dormir por que os gatos brigan de madrigada na rua e a noite toda o que eu posso fazer porque não da pra dormim o barulho e alto ee di dia eles dormim

    • Oi, Rayssa

      Os gatos costumam trocar o dia pela noite por conta de seus instintos. Os felinos que vivem pelas ruas aproveitam o menor fluxo noturno para irem atrás de comida, namoradas e muitas vezes acaba rolando uma desavença por conta da “posse” do território.

      Encontrar uma nova família humana para estes gatinhos pode ser a solução perfeita 🙂

  • Tenho 2 gatos (1 gato castrado e 1 gata esterilizada), eles se toleravam, mas de uns tempos para cá, o gato mudou e agora sempre que vê a gata ataca.
    O que fazer????

    • Olá, Raquel

      Os motivos podem ser diversos, por isso, não deixe de procurar um médico veterinário. As brigas constantes podem deixar os bichinhos estressados e acarretar outros problemas de saúde.

      abs!

  • Tenho um gato de dois anos que adotei da rua e sempre mantive dentro de casa, por este motivo nunca teve contato direto com outros gatos . Tudo telado. E faz um ano e meio que uma gata de rua vem pedir comida, só que sumiu desde maio e reapareceu doente e não foi mais embora da minha varanda. Coloquei uma caixinha pra ela e Chamei a veterinária, fez fiv felv (deu negativo) e teve que ficar internada uma semana pra transfusão e tratamento devido anemia e desidratação por micoplasma. Já está em casa há uns vinte dias mas não quer contato com meu gato. Ele cheirava ela e ela ameaçava ele. E agora ele empirraçou se passar perto dela agride. O problema é que tenho um quarto em cima no qual ela estava ficando isolada na maior parte do tempo, mas lá é muito quente e vem verão aí, então é impossível deixar ela lá. Não sei mais o que fazer. Estou desempregada e por isso passo 24 horas vigiando os dois, pois se conseguir emprego não terei tempo pra isso . Comem junto num dos 4 potes de comida mais 4 de água que deixo o tempo todo à disposição , tem três caixas de areia que também não são problema. O problema é que meu gato sempre fica onde ela está mas pra implicar e gerar brigas. Ele é castrado desde agosto desse ano mas não diminuiu a agressividade . Ela ainda não pq além de eu não ter condições financeiras agora pq estou sem renda ela com o quadro que estava não podia castrar. O que eu faço? Não tenho tempo pra mais nada, nem estudar. De dia é até mais fácil pq eles dormem até no mesmo cômodo depois de umas tentativas de briga . Mas a noite ele não deixa ela dormir. Dá patadas e se atracam.

    • Olá, Luciana

      Como a adoção não é uma possibilidade para você no momento, entre em contato com as ONGs que atuam na sua região. Um delas pode facilitar que a gatinha encontre uma nova família humana 🙂

  • Gostei do artigo! Meu gato tem um pouco mais que 5 anos, foi castrado já adulto, é dócil e companheiro com humanos, mas quando vê outro gato, ele se transforma numa fera. Ele persegue, ataca e briga de uma maneira violenta. Ao longo desses anos, Já fiz várias tentativas de convivência pacífica, mas sempre brigava com os do quintal e quando podia brigava com os gatos da vizinhança. Até Esporotricose pegou por causa dessas brigas constantes e por causa disso já está em isolamento em casa faz 6 meses, já está em tratamento e se recuperando muito bem. Mas a cada descuido ele sai e vai atrás de outros gatos que tenho no quintal no intuito de brigar, e violentamente. Estou muito triste, porque temo que terei que mantê-lo preso permanentemente. E ele não gosta de ficar preso. Poderia me dar um conselho?

    • Olá, Marilia

      Nós gostamos de sugerir que o gato permaneça sempre dentro de casa, contando com um ambiente bem enriquecido (arranhadores, brinquedos, prateleiras, tocas etc.) e convivendo com os demais pets da residência. Deixá-lo em contato com animais da redondeza aumenta o risco dele se envolver em brigas, se machucar, sofrer algum acidente ou contrair alguma doença. O comportamento agressivo pode ser motivado por diversos fatores, um deles é justamente a falta de um ambiente mais enriquecido. O melhor a se fazer é procurar ajuda de um médico veterinário especializado em comportamento felino 🙂

  • Puxa, estou muito triste, adotei dois irmãozinhos da mesma ninhada, fiquei com os dois por serem muito unidos, mas agora três meses depois um deles mudou completamente e ataca e persegue o outro que apenas se defende e sai… A questão é que a evolução da situação está muito rápida e agora ele não deixa mais o irmão comer (são quatro potes espalhados na casa) nem usar a caixa de areia (nenhuma das três) de noite fica ainda pior e não estou podendo dormir, se eu separar em cômodos eles miam até se juntarem e tudo começa de novo… Tô tentando castrar, mas meu medo é nunca mais ter a minha duplinha de volta, além de que o outro já está dando sinais de tristeza e perdendo a espontaneidade 😭

  • Esse artigo caiu como uma luva porque eu acabei de adotar um gato adulto e está gerando uma resistência enorme com os antigos. O jeito vai ser investir em petiscos!

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.