Epilepsia em Animais

A Epilepsia nada mais é do que uma sequência de convulsões, com perda de consciência ou não, e com causa de origem intracraniana.  Pode ser classificada como primária ( quando o pet já nasce com o problema), que é o mesmo que idiopática, ou secundária (alguma doença ou lesão causou a doença). Alguns profissionais preferem classificá-la de outra maneira, de acordo com o tipo de lesão, como: epilepsia idiopática, epilepsia sintomática, epilepsia sintomática provável e alterações extracranianas (que já não é uma epilepsia).

O dono irá notar que o bichinho começa a babar ou até vomitar, ficar com o olhar diferente e bastante ansioso. Em casos mais brandos, os sinais físicos não costumam ser mais explícitos que isso, o que dificulta a percepção do dono. O pet precisa ser levado a uma clínica veterinária rapidamente quando houver alguma suspeita.

Para chegar a um diagnóstico preciso e entender a causa de essa série de convulsões estar ocorrendo, será necessário que o médico veterinário faça um histórico detalhado da vida do pet. Quanto mais informações o dono conseguir informar, melhor. Depois, serão realizados o exame físico, neurológico, hemograma e análise bioquímica do sangue. Com o resultado desses exames, será possível isolar um número menor de causas e solicitar o exame específico para todas elas, até que o motivo das convulsões seja encontrado e o diagnóstico, fechado.

O tratamento é à base de anticonvulsivantes, visando reduzir o número de convulsões, ou, pelo menos, sua duração e frequência. Casos de ataques contínuos precisam ser socorridos com urgência por um médico veterinário, para que não haja lesões graves no organismo do animal. Esse socorro na maioria das vezes é feito com a administração de um fármaco, da família dos benzodiazepínicos (ansiolítico, anticonvulsivante, relaxante muscular e sedativo).

Na maioria dos casos, com apenas uma droga, o controle das convulsões é feito, mas para alguns animais, há a necessidade de associar mais de um fármaco para que o pet possa ter uma vida normal. A descoberta da causa primária nem sempre é possível e, enquanto não for combatida, o pet precisa tomar uma medicação, diariamente, por toda a vida.

Alimentação adequada e visitas frequentes ao médico veterinário podem ajudar a evitar que uma epilepsia secundária ocorra. Evitar traumas e lesões diversas, usando proteção para móveis no lar e evitando locais em que o animal sofra quedas é outra maneira de preservar a saúde do cão

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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