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Estudo diz que gatos podem reduzir o estresse de pessoas emocionalmente sensíveis

A vida acadêmica pode ser repleta de adversidades e pressões psicológicas constantes, mas sabia que ter um pet ao lado pode ajudar a diminuir o estresse e ansiedade? Pesquisadores estadunidenses estudaram os efeitos que a convivência com gatos podem transmitir a pessoas nessa situação.

Por Marina Rodrigues -

Sabemos que a vida adulta é desafiadora, estressante e, para muitos, desgastante. Quando estamos na juventude, caminhando para a maturidade, precisamos passar pela fase de vestibulares, universidade, estudos, cobranças e pressões internas e externas. Mas sabia que ter um pet ao seu lado pode aliviar o estresse desse estágio da vida? É o que constataram alguns pesquisadores estadunidenses.

Algumas universidades dos Estados Unidos realizam programas em que os graduandos e funcionários podem conviver com cães a fim de reduzir a ansiedade e estresse causado pela vida turbulenta. Alguns estudos mostraram que esses programas melhoram o humor dos estudantes e diminuem o estresse e a ansiedade.

Entretanto, apenas cães eram utilizados até então. Pesquisadores da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, decidiram realizar a interação entre gatos e estudantes como objeto de estudo e fizeram descobertas interessantes, que posteriormente tornaram-se uma descoberta científica publicada recentemente na revista Anthrozoös.

Tutora com gato no colo enquanto estuda

Como a pesquisa foi feita?

O estudo liderado por duas psicólogas se baseou em entrevistar 1.400 alunos e funcionários de mais de 20 universidades, que demonstraram interesse em interagir não apenas com cães, mas também com gatos.

E os resultados?

Nessas entrevistas, os pesquisadores buscavam entender sobre a personalidade de cada participante. Como resultado, as pessoas que se mostraram mais permissivas e aceitaram interagir com gatos foram classificadas com um traço de personalidade mais emotiva, visto que por apresentarem essa característica psicológica, se mostram mais abertos para realizar novas conexões com animais como os felinos.

Os artifícios utilizados para classificar a personalidade de cada participante foram baseados em visitar locais em que ocorrem interações com cães e entender a ideia de ter um gato de estimação, além de outras questões como alergias ou medo de gatos, que foram importantes para definir os resultados.

De acordo com uma das psicólogas, o uso de cães nesses programas é mais famoso pelo fato do estigma um tanto quanto negativo que os gatos possuem por parte de algumas pessoas, que os classificam como insensíveis, independentes e mimados. Porém, a partir desse estudo, ficou claro que algumas pessoas preferem – durante a terapia – interagir com gatos em vez de cachorros, contradizendo a crença generalizada acerca do bichano.

Garantir a opção de escolher com qual animal interagir é um meio de trazer mais conforto e bem-estar psicológico aos pacientes e, assim, aumentar a fama desse tipo de programa tão benéfico para os seres humanos e gatos.

Por Marina Rodrigues

Médica-veterinária apaixonada por animais e escrever, mãe da Meg, uma salsicha cor de chocolate, idosinha e muito carinhosa.

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