Expressões do rosto humano podem não impactar os cachorros
Estudos e pesquisas sobre cachorros tendem a ser polêmicos entre os petlovers quando abordam assuntos relacionados a reações e interações com humanos. Dessa vez, um recente estudo realizado por cientistas mexicanos e húngaros é que deve causar controvérsia.
A pesquisa indica que os cachorros, diferentemente de nós humanos e outros animais, não têm sistemas neurais sensíveis às expressões do rosto, nem de outros cães e nem de pessoas. Se para nós os gestos faciais podem dizer muito e despertam a nossa atenção, para os cachorros parece ser algo que não desperta tanto interesse, pelo menos pela ótica científica. Esse estudo vai contra praticamente tudo o que entendemos sobre os cachorros até então, uma vez que a maioria dos comportamentalistas acredita que eles tendem a “ler” nossas emoções também por meio das expressões faciais e que, com a evolução da espécie ao lado dos homens, eles podem ter até mesmo desenvolvido algumas “caras” parecidas com as nossas.
Sobre o estudo
Os pesquisadores selecionaram 20 cachorros que vivem em ambiente doméstico e, utilizando tecnologia de varredura cerebral, mediram a resposta dos caninos quando expostos a imagens de humanos e cães.
Aconteceu da seguinte maneira: os cães foram treinados para ficarem estáticos dentro de um tubo de ressonância magnética, com o queixo devidamente apoiado, enquanto observavam uma tela. Quatro tipos de vídeos de dois segundos eram exibidos, mostrando a parte frontal e traseira da cabeça de humanos e de cachorros. O mesmo procedimento foi realizado com humanos.
Os cientistas disseram que entre os humanos, uma grande parte do sistema cerebral ficou ativa quando um rosto (humano ou canino) foi mostrado, e que o oposto aconteceu quando a parte de trás das cabeças eram expostas. Já os cérebros dos cachorros mostraram baixa atividade do sistema visual em ambas as situações.
Estudo não avaliou comportamento
Vale esclarecer que não se trata de um estudo definitivo, que a amostragem da pesquisa é baixa e que ainda são necessários outros testes e comparativos para se chegar a qualquer conclusão. Por enquanto, o assunto mora no campo das curiosidades, até porque o estudo analisou somente as respostas cerebrais e não o comportamento dos cachorros.
Ou seja, existe sim a possibilidade do seu filho de quatro patas mudar o comportamento dele de acordo com a sua expressão facial, mesmo que as atividades cerebrais não se mostrem tão ativas. Conta pra gente nos comentários se o seu cachorro já foi capaz de reagir ao seu semblante mais triste ou feliz :).



