Fim de Ano Sem Estresse: O que fazer quando um gato tem medo de fogos?
Falta pouco para as festas de fim de ano, e quem nos acompanha sabe o quão importante é pensarmos desde já nos cuidados que devemos ter em relação ao pavor que os fogos de artifício podem causar em nossos pets.
Se você por acaso perdeu nossas publicações anteriores, saiba mais sobre como proteger o seu cachorro ou gato das explosões que sempre acontecem nas madrugadas dos dias 25/dez e 1/jan.
Tem um gato em casa que fica amedrontado com qualquer barulho, principalmente com os estampidos e flashes dos fogos? Então, veja nossas dicas para que o peludinho passe um final de ano bem tranquilo.
Comece já a prevenção
Nem precisa esperar os dias das comemorações chegarem para proteger o seu filho de quatro patas. Comece agora a prepará-lo para que, quando as festividades chegarem – e junto com elas os foguetórios -, o seu gato possa estar mais relaxado e confiante.
Uma excelente opção é ter em casa o Feliway Classic como difusor elétrico. Famoso entre os médicos veterinários, o produto é uma versão sintética do feromônio que é responsável pela sensação de tranquilidade e segurança dos gatos.
Sem contraindicação para os gatos ou riscos para demais pets ou humanos, Feliway não só vai minimizar as chances do seu gato ficar apavorado na hora dos fogos, como também aumentará a sensação de bem-estar do peludinho em todos os dias!
Simule o que vem pela frente
“Se não pode vencer, junte-se a eles”, este ditado antigo pode servir de inspiração para a próxima dica de prevenção. Já que impedir a queima de fogos na vizinhança não é uma opção viável, acostume o seu gato a lidar melhor com os barulhos repentinos.
Utilize sons similares em sua casa e observe como seu gato reage. É possível tentar fazer um trabalho de dessensibilização desde que ele não tenha pânico dos estampidos. Passe a fazer em casa alguns barulhos propositalmente, aumentando o incômodo sonoro aos poucos e premie o pet sempre que ele se mostrar tranquilo com a situação.
Bater panelas, aumentar o volume da TV, tocar instrumentos musicais e até usar sons de trovão ou fogos disponíveis no Youtube podem auxiliar no processo. Se ele demonstrar desconforto, pare o processo e volte, numa próxima oportunidade, ao volume que ele demonstrou ser aceitável.
Não force seu gato a ficar no ambiente e muito menos queira que ele fique no seu colo se estiver com medo. Na dúvida, consulte um comportamentalista que entenda de gatos para trabalhar com seu pet nas próximas semanas.
Importante: quando se sentem ameaçados, os gatos buscam um refúgio para se sentirem mais seguros, portanto, tenha em casa uma toca, caixa de papelão e/ ou prateleiras para que o bichano possa ter para onde se esconder. Deixe as portas dos demais cômodos abertas para ele tenha mais opções de onde ficar. Janelas e portas que dão acesso à rua devem permanecer trancadas, pois, assustado, o gato pode fugir de casa e se envolver em algum tipo de acidente ou se perder.
Quando chegar o dia
Seguindo as dicas que nós trouxemos, o seu gato tem tudo para ficar menos assustado na hora do foguetório. Mesmo assim, ainda dá para fechar ainda mais o cerco contra o pavor felino.
Nas noites de Natal e Reveillon, certifique-se de que as portas e cortinas do ambiente estão devidamente fechadas, assim os estrondos e a luminosidade dos fogos serão minimizados. Perto da meia noite, oriente os familiares ou amigos que estiverem com você a não pegar o gato no colo, pois se ele se desesperar, a pessoa pode querer segurá-lo e o gato pode acabar arranhando para conseguir fugir e até mesmo se machucar.
O melhor a se fazer é deixar o gato seguir seus instintos, procurando um lugar seguro para ficar (lembre-se das tocas e demais acessórios). Não tente acariciar e muito menos brigue com o bichinho, pois a situação só tende a piorar. Agindo naturalmente, a agitação do gato deve passar em alguns minutos.
Caso o bichano apresente algum mal-estar, como dificuldade em respirar, convulsões ou vômitos, providencie atendimento médico veterinário urgentemente. De maneira alguma medique o seu pet por conta própria, deixe que o doutor(a) avalie o seu filho de quatro patas e indique o melhor tratamento para ele ficar bem novamente.



