Gastroenterite em cães

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Gastroenterite em Cães.

Gastroenterite é uma inflamação no aparelho digestivo e sua origem pode ser variada. Os sinais clínicos mais comuns são o vômito e a diarreia, podendo estar ou não acompanhados de outros sintomas diferentes como letargia, inapetência ou desidratação secundária branda ou severa. Em cães, muitas vezes, a diarreia é sanguinolenta.

As causas podem ser virais, parasitárias, bacterianas, resultado de intoxicações em geral, de ordem obstrutiva ou, ainda, alimentares. A enterite hemorrágica é uma das formas mais graves e preocupantes de enterite catarral aguda. Pode ser causada por uma endotoxina ou exotoxina destrutiva em determinado local do aparelho ou presente de forma mais dispersa. Pode ainda ter início através de uma infecção altamente virulenta. Outra forma frequente de causa é a parasitose intensa, que leva a uma lesão mecânica na mucosa intestinal, resultado em enterite purulenta.

A gastroenterite viral é uma das formas mais comuns de enterite purulenta e muito frequente na rotina clínica de um médico veterinário, sendo o parvovirus canino o agente etiológico mais frequente. Acomete principalmente filhotes de até seis meses, tanto os não vacinados, quanto os vacinados inadequadamente ou que foram expostos a ambientes infectados durante o período de janela imunológica. O infectante ataca células em divisão rápida, nas criptas vilosas, causando sua destruição e resultando em diarreia, vômito e sangramento intestinal. Há uma imunossupressão que predispõe o local a uma infecção bacteriana secundária, deixando o caso ainda mais complicado.

A evolução da parvovirose é rápida. O animal começa com inapetência, vômito e segue com intensa diarreia, com ou sem presença de estrias de sangue, que tem um cheiro bastante diferente e característico. A desidratação severa ocorre em consequência dos sinais clínicos anteriores. O animal precisa ser levado urgentemente a um médico veterinário que irá administrar medicamentos para cães, como antibiótico de amplo espectro, antiemético, fluidoterapia e outros que se façam necessários. A cura é difícil porém, quanto antes o tratamento for iniciado, as chances são maiores. Um pet que não é socorrido em tempo, muitas vezes vai à óbito por choque hipovolêmico. Em caso de sucesso do tratamento, uma alimentação adequada, com uma ração medicamentosa ou suplementação vitamínica podem ser necessárias durante um tempo.

A vacinação correta, feita por um profissional, a vermifugação em dia e, de acordo com o que for indicado pelo médico veterinário, o fornecimento de alimento super premium para cães, garantem uma boa nutrição, protegendo e deixando o animal livre da doença.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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