Hipotiroidismo canino

É comum ouvir uma pessoa comentar que está tratando seu hipotiroidismo (ou, popularmente, “tratando da tireoide”), mas, o que muitos desconhecem, é que os cães também podem ter essa doença. A tireoide é uma glândula que produz hormônios importantes para a regulação do organismo do pet, a  tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Quando essa glândula, por algum motivo, não consegue produzir a quantidade de hormônios suficiente, ocorre o que é chamado de hipotiroidismo.

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Hipotiroidismo Canino.

O tipo mais freqüente no cão é a tireoidite linfocítica (muito semelhante à tireoidite de Hashimoto, que ocorre nos seres humanos), doença auto-imune que leva à destruição gradativa da glândula. Como os hormônios tireoidianos atuam em diversos órgãos, qualquer alteração na sua produção influencia no funcionamento de cada sistema do organismo. Os sintomas variam bastante, mas, no geral, o animal pode apresentar letargia, queda de pelos, aumento de peso, obesidade (60% dos cães ficam obesos), pelagem ressecada, troca de pelos excessiva, hiperpigmentação da pele, muito frio, diminuição do ritmo cardíaco, aumento da taxa de colesterol e, em 50 % dos casos, fica anêmico. Nos casos nos quais os pets têm queda de pelo, essa queda pode ser intensa, bilateral e simétrica. É como se fosse uma grande dermatite com cura difícil, que só vai ser possível quando o hipotiroidismo for diagnosticado e tratado. A “falta de vontade” de fazer as coisas é outra característica muito frequente. Os cães, que eram ativos e tinham peso ideal, passam a ficar apáticos, lentos e como se estivessem sem força para correr e se divertir. Engordam muito e, por mais que o proprietário tente controlar a ração, o animal continua engordando.

Essa disfunção hormonal acomete, principalmente, cães de grane ou médio porte, entre quatro e oito anos de idade e as raças mais predispostas à ela são o Golden Retriever, o Labrador, o Doberman, o Cocker Spaniel, o Poodle, o Beagle, o Chow Chow, o Dachshund e o Airedale Terrier. Fêmeas castradas costumam apresentar maiores risco de sofrerem essa disfunção.

Existe mais de uma maneira de diagnosticar o hipotiroidismo em cães e a forma escolhida dependerá da indicação do médico veterinário e do que ele observar quando estiver examinando o animal. O método mais comum de descobrir se é isso que está prejudicando a saúde do animal é a dosagem de T4. É realizada coleta de sangue e encaminhada para exame. Se o T4 estiver baixo, o animal está doente. Outro exame feito também através da coleta de sangue é o T3, que é outro hormônio produzido pela tireoide. Porém, esse exame não deve ser feito sozinho e, sim, junto ao de verificação de T4. O que ocorre é que nos casos de hipotiroidismo o T3 demora mais para baixar na corrente sanguínea então, mesmo que suas taxas estejam normalizadas, o T4 pode estar baixo. Assim, o recomendado é que se faça ou exames T4 ou a combinação dos dois.

O tratamento é simples e ocorre através da administração de medicamento para cães chamado Levotiroxina, que é um hormônio sintético que repõe o T4 deficiente. Os sinais clínicos desaparecerão em algumas semanas e o medicamento deverá ser tomado pelo resto da vida. O uso de ração light pode ajudar o pet que ficou obeso a voltar ao seu peso ideal, além de exercícios.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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