A história do gato angorá
Basta ter um gatinho peludo em casa que muita gente diz que ele é da raça angorá. Mas será que existem mesmo tantos angorás por aí? Na verdade, não. O gato angorá turco é um dos mais antigos do mundo, tendo dado origem a outras raças de gatos peludos, como os persas e os maine coons, que podem ser considerados mutações genéticas deles.
Existem poucos criadores que se dedicam à raça, sendo habitual atribuirmos o “título” de angorá aos gatos sem raça definida (srd) de pelo longo sem sequer terem parentesco.
A história do gato angorá
Embora não saibamos exatamente há quanto tempo os gatos angorás estão entre nós, estima-se que esta raça era bastante popular na Europa no século XVII.
Muito querida pelo Imperador Augusto, sua gata branca de olhos cor de mel foi descrita como “delicada e refinada” pelo romano, sendo considerada uma das mais populares representantes da raça na época.
Sinônimo de riqueza e status, o gato angorá turco foi o primeiro gato de pelos longos a chegar na Europa, local onde até então só haviam visto exemplares de pelo curto.
Primeira criação de gato angorá
Acredita-se que um francês foi o responsável pela disseminação da raça por lá. Ele levará alguns angorás da Turquia para a França, onde deu início à criação na Europa. Com isso, os pets foram ficando mais conhecidos, mas ainda não saíram da restrita zona aristocrática.
A influência de personalidades da época na raça
Richelieu, Maria Antonieta e os reis Luis XIII e XVI tinham gatos angorás em suas casas, os quais eram tratados com muitos mimos e considerados “itens” de luxo.
Maria Antonieta foi a responsável pela disseminação dos angorás nos Estados Unidos, onde originaram os maine coons.
Ao mesmo tempo, na Inglaterra, quando cruzados com gatos ingleses de pelo curto (british shorthair), deram origem aos gatos persas que hoje conhecemos.
Extinção do gato angorá
Durante a Segunda Guerra Mundial, o gato angorá perdeu sua força, sendo hoje considerada uma raça rara em grande parte do planeta.


