O que fazer ao encontrar um filhote de gato na rua

Se fosse uma opção, os petlovers andariam pelas ruas de olhos fechados só para não ter que ficar com o coração na mão toda vez que vissem um filhotinho de gato zanzando solitariamente.

Infelizmente, o Brasil conta com aproximadamente quatro milhões de pets em condição de vulnerabilidade, segundo levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), então, são grandes as chances de encontrarmos um jovem gato perambulando por aí em busca de um abrigo.

Caso você seja um gaiteiro(a) que gosta de socorrer os gatos mais necessitados, acompanhe as nossas dicas sobre o que fazer ao resgatar um filhote da rua.

Gato-filhote-Petlove

Um médico, por favor! 

Seu coração cheio de amor e transbordando boa vontade vai querer levar o gatinho direto pra casa para dar a ele um pouco de ração e de água e somente nos dia seguintes começar a pensar se é possível ficar com o peludinho e aumentar a família ou encaminhá-lo para adoção.

Porém, o ideal é procurar de imediato um médico veterinário para que ele possa analisar o estado de saúde do bichano. Lembre-se que vivendo na rua e com um organismo ainda em formação, não são pequenas as chances dele precisar de algum cuidado imediato. Então, deixe que o doutor(a) avalie o bichinho e te instrua sobre as melhores maneiras de continuar zelando pelo bem-estar do pequenino.

Obviamente, se a agenda do médico só estiver disponível para os dias seguintes, você pode alimentar o bichinho seguindo as nossas dicas! Oferecendo uma ração (seca ou úmida) específica para filhotes e absolutamente nada de outro alimento, principalmente aquele leite que a família toma, pois qualquer leite que não seja materno pode fazer mal para os gatos.

Se você tem um ou mais gatos em casa, não permita contato direto ou indireto (potes de ração ou caixinhas de areia) dos bichanos com o novato até que o médico veterinário autorize, pois há riscos para a saúde de todos os felinos domésticos. Provavelmente, o seu “anjo da guarda” de jaleco vai falar sobre a necessidade de se respeitar um período de quarentena e também da realização de testes para doenças infecciosas como a Fiv e Felv, antes que haja qualquer aproximação entre os pets.

Mantenha o filhote em um ambiente separado e seguro em casa, seguindo as orientações médicas. Caso não seja possível adotá-lo – eu sei que você vai sofrer bastante -, procure saber se algum amigo ou familiar está interessado em ter mais alegria em casa. 

Importante é encontrar alguém que você confia, que de fato esteja a fim de fazer uma adoção responsável e que irá cuidar do gato com muito amor e carinho, valorizando ao máximo o gesto nobre que você teve ao resgatar o filhote da rua.

Na impossibilidade de encontrar alguém de confiança para ser o pai ou a mãe do gatinho, peça ajuda de ONGs da sua região que trabalham em prol dos animais, assim aumentam as chances de encontrar uma nova família para o pet, que só teve a vida transformada porque você preferiu não fechar os olhos ❤️. 

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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