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Parainfluenza canina: o que é, sintomas e tratamento

A parainfluenza canina é uma doença respiratória contagiosa e que acomete os pets que vivem em grupos ou que frequentam pet shops etc.

Por Danielle Lima -

A parainfluenza canina é provocada por um dos vários vírus envolvidos na traqueobronquite infecciosa ou tosse dos canis. A doença recebe esse nome por estar presente mais comumente em locais onde há uma maior concentração de cachorros. É uma enfermidade respiratória altamente contagiosa e que acomete especialmente os animais que vivem em grupos, como em canis comerciais e abrigos. Os que frequentam pet shops, hospitais veterinários etc também estão no grupo de risco. É mais comum durante o inverno, sendo caracterizada como uma gripe que afeta principalmente o sistema respiratório superior e é transmitida por contato direto entre os animais. Assim, o vírus da parainfluenza canina tem um papel relevante no desenvolvimento da traqueobronquite infecciosa canina, ao lado do adenovírus canino e da bactéria Bordetella bronchiseptica. Trata-se do agente mais encontrado em cães acometidos pela doença. E por isso, você precisa conhecê-la melhor para saber proteger o seu melhor amigo!

Sintomas

A parainfluenza canina tem sintomas variados, sendo os mais comuns:

  • tosse, muitas vezes associada ao “grasnar” de um ganso e que pode ser confundida com um engasgo
  • produção de muco, uma secreção esbranquiçada e “gosmenta”
  • corrimento nasal
  • febre
  • espirros
  • conjuntivite
  • falta de apetite

Causas

Cães jovens, com idades entre 6 meses e 1 ano, são os mais acometidos em todo o mundo, particularmente em épocas de frio, como no inverno e outono. A doença pode ser ainda mais complicada para animais com baixa imunidade e filhotes não vacinados. No entanto, o vírus da parainfluenza canina consegue afetar pets de todas as idades e o ano todo, com menor incidência. O fato de um cão viver sozinho, ou seja, não conviver com outros diariamente numa casa, não exclui a possibilidade de contágio. Afinal, os passeios e as brincadeiras com outros animais doentes são suficientes para contrair a infeção.

Contágio

A transmissão se dá por meio do contágio direto (espirros, secreções, contato focinho a focinho) ou indireto (objetos contaminados como comedouros, bebedouros etc). A partir daí, o vírus da parainfluenza canina se replica e se dissemina pelo trato respiratório, infectando e inflamando a traqueia e os brônquios. Esses órgãos são fundamentais para a respiração e responsáveis por levar o ar até o pulmão. O vírus da parainfluenza canina pode “facilitar” a entrada de outros vírus e bactérias que, quando presentes ao mesmo tempo no organismo do animal, causam complicações e sintomas mais persistentes (como a pneumonia, por exemplo) até que haja a cura. É possível que este quadro persista por até 30 dias, mas na maioria dos casos, a recuperação se dá entre 7 e 14 dias. Já o diagnóstico é feito através de anamnese, exame clínico e alguns exames laboratoriais.

Tratamento

O tratamento do cachorro com o vírus da parainfluenza canina deve ser feito com medicamentos antitussígenos (usados para aliviar a tosse persistente), expectorantes e broncodilatadores (que ajudam a reduzir a contração da musculatura dos brônquios, facilitando a respiração do cão). Alguns veterinários recomendam o uso de antibióticos preventivos, pois a maioria dos cães com o vírus da parainfluenza canina apresenta maior risco de desenvolver uma pneumonia bacteriana. Outros cuidados importantes com o cachorro doente é mantê-lo em repouso (sem exercícios intensos), oferecer uma alimentação e hidratação adequadas. Lembre-se: em nenhuma hipótese medique seu cão sem a prescrição de um médico veterinário.

Vacina parainfluenza canina

A prevenção é feita por meio da vacinação disponível no mercado. Apesar de a vacina não prevenir a infecção e os seus sintomas, a traqueobronquite infecciosa em animais imunizados é mais branda. As opções de vacinação podem ser encontradas no mercado na forma injetável ou intranasal. Para decidir qual é a melhor opção para o seu cachorro, peça orientação de um médico veterinário.

Como prevenir a parainfluenza canina

Também é possível reduzir as chances de o cão desenvolver a infecção mediante ao fortalecimento do sistema imunológico e por meio de suplementos. Isso porque os cães bem nutridos têm o organismo mais fortalecido e, portanto, menos chances de contrair a doença. Para saber mais sobre o tema, converse com o veterinário. Você pode colocar em prática os cuidados para evitar o contágio do seu pet.

Algumas dicas para ajudar:

  • Escolha bem o pet shop, hotel ou clínica que o seu cachorro irá frequentar. Isso porque algumas medidas de higiene e limpeza reduzem as chances de contágio.
  • Procure saber se o local tem o costume de isolar os animais doentes dos demais e se tem ventilação e limpeza adequadas.
  • Consulte sempre o médico veterinário logo que surgirem os primeiros sinais clínicos.
  • Em casa, outra medida importante é manter os ambientes em que convivem muitos cães sempre higienizados e desinfetados. Recomenda-se também a lavagem e a limpeza de todos os objetos de contato dos animais. Para saber o melhor produto desinfetante a ser usado, consulte o veterinário.

Gostou do artigo? Veja também informações sobre outras doenças em nosso blog para entender como proteger o seu pet!

Por Danielle Lima

Escrevo desde criança, mesma época em que nasceu o amor pela leitura, por cães e pela natureza. Tutora da Tina e do Thor (meus eternos petloves), madrinha oficial do Shrek (novo membro da família) e de outros pets em abrigos.

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