Pesquisa mostra que cães podem ser pessimistas; entenda

Sempre temos a sensação de que os cães estão constantemente de bem com a vida e são muito otimistas com tudo, não é mesmo? Pois bem, esse sentimento positivo nem sempre está presente nos pets, é o que mostra uma pesquisa que revelou que alguns cães são nitidamente mais pessimistas que os outros. 

 

Os estudos, realizados pela Doutora Melissa Starling, da Faculdade de Ciência Veterinária da Universidade de Sidney, na Austrália, teve como base um experimento com cães que foram ensinados a associar dois sons diferentes, que serviam para indicar se eles preferiam água ou leite como recompensa.

Após os pets aprenderem a distinguir os barulhos, Melissa colocou sons neutros para eles escutarem. Em seguida, os cães que responderam a esses ruídos foram considerados “otimistas”, pois significa que eles acreditavam que coisas boas podiam acontecer.

O grau de otimismo deles foi definido pelos tons que reagiram. Por exemplo, um cãozinho extremamente otimista respondeu à maioria dos barulhos, mesmo aqueles que pareciam com o da água. Já os pessimistas, que não reagiram aos sons, não demonstraram nenhum indício de empolgação, o que mostra que eles acreditavam que receberiam água em vez de leite, independentemente do som que estavam ouvindo. 

A doutora Melissa Starling realizou o estudo. (Foto: Reprodução / Youtube / University of Sydney)

Melissia Starling, autora do estudo, ao lado de dois cães. Foto: Reprodução/Youtube

Em entrevista, a Doutora Melissa Starling afirmou que nos cães estudados foram encontrados mais otimistas do que pessimistas, porém ainda é cedo para confirmar se isso se aplica na população mundial de cães. Além disso, ela disse que os peludos considerados pessimistas pareciam se estressar ao falhar em alguma tarefa, tanto que até evitavam repetir o exercício, ao contrário dos otimistas, que eram destemidos e seguiam em frente.

O fato mais importante do estudo é que os resultados, segundo Melissa, deve ajudar a definir qual tipo de trabalho o cão se encaixa melhor. Por exemplo, um cachorro pessimista se esquiva de riscos, então funcionaria melhor como cão-guia. Já o otimista, que é insistente e seguro, caberia mais na função de farejador de drogas ou explosivos.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É estudante de Jornalismo, apaixonado por animais e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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