Porquinhos da índia podem auxiliar crianças com autismo

Não são só os cachorros que possuem funções sociais, como cães de guarda, de busca e salvamento, guias e terapeutas, os porquinhos da índia também possuem encargos tão importantes quanto esses, graças a um estudo norte-americano.

A pesquisa realizada por Marguerite E.O’Haire junto aos pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, revelou que porquinhos da índia podem auxiliar positivamente crianças com autismo. Foi constatado que esses roedores servem como um “calmante”, diminuindo a ansiedade e o estresse nelas.

Porquinhos da índia podem auxiliar crianças com autismo

A presença dos roedores provou ser muito benéfica: as crianças utilizaram pulseiras que mensuram os níveis de exaltação. Assim, foi constatado que o estresse de algumas interações sociais comuns na escola, como ler um texto em voz alta para a classe, por exemplo, foi reduzido após a interação com os peludos. Inclusive, algumas crianças que participaram do estudo relataram sentir-se mais felizes brincando com eles.

Em resumo, Marguerite diz que “ao brincar com porquinhos-da-índia na escola, as crianças com distúrbios do espectro do autismo exibem um comportamento social mais interativo e ficam menos ansiosas.”

Os reflexos do estudo

Pesquisas como essa da Universidade de Purdue são importantíssimas para a nossa sociedade. A partir dos resultados positivos e satisfatórios, escolas especiais do mundo inteiro empregam porquinhos da índia para interagirem com crianças autistas em meio à grade de aulas.

“Trabalhos anteriores sugerem que, na presença de animais de companhia, as crianças autistas funcionam melhor a nível social. A presente investigação é a primeira a apresentar provas físicas de que isso acontece”, disse James Griffin, especialista em comportamento infantil do Instituto Nacional Norte-Americano para a Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, que patrocinou o estudo, publicado na revista científica Developmental Psychobiology.

Além disso, o estudo abre portas para a utilização desses roedores em tratamentos de nicho terapêutico para crianças especiais, assim como cães são utilizados em hospitais para interagir com enfermos.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É estudante de Jornalismo, apaixonado por animais e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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