Problemas de comportamento podem ser confundidos com “autismo” em cães

Eles são os animais mais antigos domesticados pelo homem e mesmo com séculos e séculos de relacionamento fica difícil entender, às vezes, alguns comportamentos dos cães. Afinal, como saber se aquela aparente apatia ou introspecção do animal é sinal de uma doença pontual ou até mesmo um caso de autismo?

Somente com a ajuda de um médico veterinário ou um especialista em comportamento canino de confiança é capaz de se chegar a um diagnóstico mais certeiro, mas o fato é que o “autismo” canino ainda gera debates, e estudos continuam sendo feitos na tentativa de se chegar a alguma conclusão. Um desses estudos está sendo realizado na Suécia, na Universidade Linköping, lá os pesquisadores acreditam que os cachorros também apresentam transtornos sociais e do espectro autista.


E não é porque o seu cão vive correndo atrás do próprio rabo ou frequentemente está amuado que ele sofre de autismo canino, pode até ser, mas é preciso levar em conta vários outros comportamentos antes de tirar conclusões precipitadas. Além disso, um cão com autismo terá demonstrado pelo menos alguns sintomas desde a fase de filhote. Em muitos casos, as ações podem ser somente manias ou mudanças de hábitos que nada têm haver com doenças.

De modo geral, o autismo se caracteriza por dois aspectos: desafios da comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos, portanto, nenhum exame laboratorial vai ajudar no veredito. Antes de procurar a ajuda de um especialista, é importante que você anote os tipos de comportamentos apresentados pelo bichinho e a frequência com que eles acontecem. Atenção principalmente às atitudes abaixo: 

  • Interações sociais disfuncionais com outros cães.
  • Falta de interesse em você e em outras pessoas.
  • Desinteresse em jogos, fazer coisas novas e movimentos restritos.
  • Ações repetitivas, como girar em círculos perseguindo sua cauda, ​​lambendo, estimulando e outros comportamentos neuróticos.
  • Reação adversa a quaisquer mudanças na rotina.
  • Apatia e incapacidade de comunicar emoções como felicidade, medo, surpresa, amor etc.
  • Desatenção e desinteresse em atividades, especialmente se a raça é de alta energia.
  • Mostrar audição seletiva ou não responder quando você chama o nome dela.

Mesmo com a confirmação de que o seu filho de quatro patas sofre de algum distúrbio associado ao autismo, é fundamental que você continue contando com ajuda especializada e evite expor o bichinho a situações que possam ser desconfortável para ele, por exemplo, passeios em lugares aglomerados, mudanças repentinas de rotinas ou até mesmo de objetos que ele tenha contato. 

Respeitar o espaço e os momentos ruins dele também é importante, mas não o deixe por longos períodos sozinhos. Muito carinho, compreensão e atitudes positivas vão deixá-los mais confiantes para superar os momentos mais delicados.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

É jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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