Quando e por que alimentar o gato com ração para castrados?
Os pais e mães de gatos costumam ter muitas dúvidas sobre a castração felina. E se as notícias sobre o procedimento e pós-operatório são encontradas com facilidade, o mesmo não dá pra dizer sobre as necessidades alimentares que os bichinhos passam a ter.
É verdade que as rações para gatos castrados estão se popularizando, mas ainda há um certo clima de incerteza no ar que faz com as pessoas se perguntem: “Será que realmente ela faz diferença?”. E a resposta que eu trago é um sonoro: SIM!
Os motivos para a afirmação estão expostos nas próprias embalagens das rações para quem quiser conferir. Basta ler os rótulos com atenção para notar que, via de regra, elas são menos calóricas, auxiliam no controle do pH urinário, fornecem minerais balanceados e são ricas em vitaminas.
Para explicar melhor a importância da ração para gatos castrados, nós pedimos ajuda para a doutora Lissabele Helena Maluf, Médica Veterinária Clínica de Pequenos Animais. Ela conta que nova alimentação já pode ser introduzida logo após a realização da cirurgia.
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“Assim que o animal vai se recuperando do pós-cirúrgico, já é possível começar a oferecer esse tipo de ração. Sempre fazendo a substituição de maneira gradativa, geralmente no período de uma semana, para evitar qualquer alteração gastrointestinal, afinal a composição da nova ração acaba sendo diferente da tradicional”, disse Maluf.
A médica ressalta que a castração tende a deixar os felinos mais quietos, com um gasto energético menor e facilitando o ganho de peso. Além disso, os bichanos tendem a diminuir a ingestão de água (que já não é lá essas coisas), aumentando as chances de problemas no trato urinário. E a ração específica para gatos castrados é formulada justamente para ajudar o peludinho a se prevenir desses males.
“Há rações para todas as fases de vida do gato: filhote, adulto e os de mais idade, em todas elas dá pra manter a dieta específica”, conta Lissabele, desmistificando o mito de que animais de pouca ou bastante idade não necessitam de uma alimentação específica.
Olhando a castração só pelo ponto de vista alimentar, parece até que se trata de um preço alto a se pagar, mas é sempre bom lembrar que o procedimento diminui a incidência de câncer de mama, já que estudos mostram que animais castrados antes do primeiro cio correm menos riscos de ter a doença. Além disso, ela é indicada para evitar ninhadas indesejadas, a piometra – infecção uterina -, disputas entre animais e até fugas de casa em busca de namorados(as).
Para o procedimento ser realizado na primeira fase de vida do peludinho, é necessário aguardar o bichano completar no mínimo o seu segundo mês de vida, se for fêmea, e cinco meses caso seja um macho. A espera é maior no segundo caso para garantir o completo desenvolvimento da uretra e minimizar os problemas urinários.
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