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Sete doenças genéticas comuns em gatos

Por Beatriz Mario -

Assim como em cachorros, também existem várias doenças genéticas em gatos. Ainda que os problemas mais vistos na rotina clínica sejam de origem traumática ou infecciosas, como FIV e FeLV, as patologias ligadas ao DNA também são comuns e merecem atenção. 

A incidência das desordens genéticas nos gatos é menor do que nos cães, pois na maioria das vezes, há uma propagação aleatória da espécie, não acontecendo tanta seleção artificial. Gatos de raça são mais fáceis de serem afetados por doenças de caráter genético, mas os felinos SRD podem também ser acometidos. É necessário que os pais de pet conheçam essas patologias e estejam atentos e capazes de lidar com a situação o quanto antes. 

gato no colo de um médico veterinário

A Cardiomiopatia dilatada é uma das doenças genéticas em gatos mais comuns, relatada em raças como Maine Coons, Ragdolls e Oriental. É caracterizada pelo aumento do músculo cardíaco, diminuindo o espaço disponível para o fluxo de sangue.

A consequência é uma menor quantidade de sangue sendo bombeada para o corpo do gato, o que resulta em fraqueza, dificuldade respiratória e até mesmo morte repentina. O aumento do ritmo cardíaco também é um sinal clínico e será avaliado pelo médico veterinário para diagnosticar e realizar o controle.

Conhecida também como síndrome urológica felina, a DTUIF é um termo utilizado para designar várias alterações no trato urinário dos gatinhos. Entre os problemas, temos os cálculos urinários (urolitíase), inflamação da uretra, inflamação da bexiga (cistite) e obstruções. A doença tem sido estudada há anos e foi constatado que é a síndrome com maior predisposição hereditária, afetando tanto os gatos de raça quanto os sem raça definida.

As causas da doença podem ser várias, incluindo a pouca ingestão de água, dieta inadequada, estresse e o fator genético. Os principais sinais de que o gatinho está com a DTUIF são dificuldade para urinar, demonstração de dor e alterações comportamentais, como agressividade e vocalização excessiva. Proporcionar um enriquecimento ambiental, lidar com o estresse (o Feliway pode ser um grande aliado) e oferecer uma boa alimentação é fundamental para felinos diagnosticados com a doença, além de ter acompanhamento de um médico veterinário.

A doença renal policística é comum em gatos Himalaios, Persas, Exóticos e Maine Coon. É caracterizada pelo desenvolvimento de cistos cheios de líquido nos rins, que com o tempo evoluem para uma doença renal crônica. Os principais sinais clínicos da doença são sede excessiva, aumento da micção, perda de peso, letargia, vômitos e diarreia. É muito importante saber da predisposição do seu pet à doença, pois os sinais clínicos são tardios e quando diagnosticado, a doença poderá estar bem avançada. Se você tem um pet das raças citadas, realizar check-ups frequentes é fundamental.

A atrofia progressiva da retina é uma doença oftálmica degenerativa que pode causar cegueira nos gatos. Os genes identificados que causam a doença estão associados a raças como Somali, Ocicat e Abissínio. Infelizmente, a doença não tem cura, mas há várias formas de proporcionar uma vida confortável e segura para os gatinhos cegos. Há um teste disponível para saber se o felino é tem a doença e diagnosticá-la previamente.

A surdez é causada por uma mutação genética comum entre os gatinhos brancos, principalmente aqueles que possuem os olhos azuis. O gene que causa a cor da pelagem não interfere apenas na pigmentação, mas também no desenvolvimento de estruturas da orelha, podendo haver degradação da cóclea (responsável pela audição). Se você tiver um gato branco de olhos claros, vá ao médico veterinário para certificar-se que está tudo bem. A surdez não tem um tratamento, porém, há formas de manter o felino seguro e saudável. 

A diabetes mellitus é um distúrbio metabólico onde o organismo não consegue regular os níveis de açúcar no sangue. A insulina é o hormônio responsável por essa regulação e isso acontece quando ela não está sendo produzida o suficiente ou o corpo não está respondendo. A doença pode ter caráter genético, como no Burmês, Siamês, Abissínio e Azul Russo, ou ser adquirida decorrente de uma alimentação inadequada e falta de exercício. 

Os principais sinais que seu gato está com diabetes são aumento da sede e micção e perda de peso. É muito importante que ao observar qualquer um desses sinais, você leve seu gatinho ao médico veterinário. Felizmente, a diabetes em alguns casos, pode ser tratada em gatos, e é fundamental proporcionar um enriquecimento ambiental com arranhadores e estimulá-lo a praticar exercícios físicos com brinquedos interativos para manter seu gatinho saudável.

A hemofilia é caracterizada por distúrbios hemorrágicos nos quais o sangue do gatinho não coagula de forma adequada em caso de lesões ou acidentes. Algumas raças têm maior predisposição genética como o Maine Coon, Devon Rex e British Shorthair. Essa doença pode ter consequências graves, como sangramentos constantes e hemorragia. A Hemofilia será observada quando o gato se cortar ou tiver um ferimento que não para de sangrar.

Agora que você já sabe quais são as principais doenças genéticas em gatos, fique atento a qualquer sinal que ele der de que não está bem e leve-o ao médico veterinário o mais rápido possível. Se você quer saber mais sobre doenças genéticas em raças, confira essa sessão especial em nosso blog.

Por Beatriz Mario

Estudante de Medicina Veterinária, sonho que tenho desde criança, cresci com gatos e hoje sou uma felícia assumida. Tenho dois felinos resgatados: o Frodo e o Bilbo, que são considerados meus filhos de pelo. Meu propósito de vida é ajudar o máximo de pets possíveis e fazer com que eles fiquem mais felizes e saudáveis escrevendo para o blog da Petlove.

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