Vacinas para gatos: confira quais são, frequência e contra o que protegem
O cuidado com as vacinas dos gatos é bem simples, pois somente com duas você já deixa o seu pet longe de diversos problemas de saúde, além de proteger a sua família!
Um gesto de carinho, amor e cuidado: as vacinas para gatos são essenciais durante toda a vida, fazendo com que os bichanos se protejam de doenças sérias, além de proteger outros pets e pessoas em sua volta.
Além disso, ao contrário do protocolo vacinal dos cães, o esquema dos gatos é bem mais simples, o que torna sua proteção ainda mais fácil. Com apenas duas vacinas, diversas doenças podem ser evitadas. Saiba tudo sobre como imunizar o seu gatinho.

Julho Dourado: a importância da vacinação para gatos e as doenças que ela combate
Quando cuidamos da saúde de nossos pets, seja por meio da vacinação em dia, vermifugação e aplicação de antiparasitários, estamos indo além de somente promover o bem-estar dele, já que isso impacta positivamente nas pessoas e animais em nossa volta, prevenindo a disseminação de doenças, como as zoonoses, que são enfermidades que podem ser transmitidas de animais para humanos e vice-versa.
É sobre isso que fala o Julho Dourado, uma campanha criada com a intenção de promover a conscientização dos tutores sobre a importância da imunização de seus pets para que, assim, se possa evitar epidemias e a disseminação de doenças, como as zoonoses, o que inclui a raiva.
Além da importância para a saúde pública, é claro que as vacinas são importantes para a saúde de cada pet. Com a devida imunização, o seu gatinho pode crescer e se desenvolver e viver de forma saudável, sem correr o risco de adoecer ou morrer por doenças que uma vacina facilmente o protegeria.
Ah, e vale lembrar que as vacinas são importantes para todos os gatos, independentemente da idade, raça, se ele tem acesso à rua, se vive somente dentro de casa ou se tem ou não contato com outros felinos. A imunização protege todos!
Para entender melhor a importância da vacinação para gatos, vamos mostrar contra quais doenças essas vacinas protegem:
Rinotraqueíte
A rinotraqueite felina é uma doença muito séria, pois se trata de uma infecção respiratória grave, causada pelo vírus FHV-1. Também conhecida como gripe felina, ela pode afetar os olhos e o sistema respiratório do pet de forma aguda. Essa enfermidade costuma atingir principalmente filhotes que não foram vacinados, bichanos imunossuprimidos e gatas prenhas.
A gripe felina causa sintomas bem conhecidos, como espirros, secreção nasal e ocular, febre, tosse, apatia, entre outros. Além disso, sua transmissão acontece pelo contato direto com secreções de gatos infectados ou indiretamente por meio de objetos compartilhados que estejam contaminados.
Calicivirose
Causada pelo Calicivírus felino, um vírus RNA altamente contagioso e com alta capacidade de mutação, a calicivirose é uma doença que afeta com lesões o trato respiratório e a boca dos gatos. Sua transmissão ocorre por contato direto entre bichanos e objetos contaminados.
Por ser um vírus altamente mutável e ter diversas cepas, o gatinho pode demonstrar sintomas variados (de leves até graves) ou até mesmo ser assintomático.
Seus sintomas podem confundir com os da gripe, como espirros, secreções oculares e nasais, febre, apatia e perda de apetite. Úlceras dolorosas na boca, especialmente na língua e no palato, são sinais característicos. Porém, para não confundir com outras enfermidades, é essencial consultar um médico-veterinário assim que notar os sintomas.
Panleucopenia
Um grande perigo para a saúde do seu gatinho, a panleucopenia é uma infecção viral aguda com alta taxa de mortalidade. Conhecida como “cinomose dos gatos”, o vírus transmissor dessa doença (parvovírus felino) se espalha rapidamente no ambiente em que há gatos contaminados, podendo permanecer no local por até um ano, devido a sua forte resistência.
Vale destacar que os gatos filhotes que não foram vacinados são os mais suscetíveis de serem contaminados gravemente. Além disso, devemos lembrar que as vacinas são a única forma de evitar essa doença.
Caso o gato filhote seja contaminado pelo parvovírus felino, poderá apresentar sintomas como anorexia, febre alta, danos cerebrais, desidratação intensa, diarreia, vômito, depressão e pele amarelada. No caso dos pets adultos, a doença costuma ser mais leve e até assintomática.
Clamidiose
A clamidiose é uma zoonose que é causada pela bactéria Chlamydia felis, também conhecida como clamídia. Essa doença pode afetar o sistema respiratório do pet, causando rinite, bronquite e bronquiolite, por exemplo. Além disso, a saúde ocular, gastrointestinal e do sistema reprodutivo também podem ser afetadas.
A principal forma de transmissão da clamidiose é por meio de contato direto com pets contaminados, o que pode acontecer facilmente em locais em que há aglomeração de bichinhos, já que essa é uma enfermidade extremamente contagiosa.
Entre os principais sintomas de gato com clamídia, podemos notar espirros frequentes, secreção nasal e ocular constante, feridas na boca, conjuntivite, febre, dificuldade para respirar e perda de apetite.
FeLV
Um grande medo para todo gateiro, o vírus da leucemia felina, conhecida pela sigla FeLV, é uma doença grave, que pode causar linfomas e que “derruba” a imunidade do pet, o deixando suscetível para muitas enfermidades.
A transmissão da FeLV pode acontecer quando um gatinho saudável entra em contato com as secreções de um gato infectado pelo vírus, como, por exemplo: saliva, secreções nasais, fezes e leite.
Entre sinais mais comuns que podemos notar em felinos com FeLV, estão: variados tipos de anemia, febre, apatia, perda de peso, linfonodos aumentados, infecções, letargia, estomatite, além de otites recorrentes e alterações de comportamento. Vale lembrar que nem sempre o pet demonstrará esses sinais, podendo viver anos com o vírus sem manifestações e, mesmo assim, estar transmitindo a doença.
A vacina V5 é uma das responsáveis por ajudar a proteger contra a FeLV, e deve ser aplicada apenas após consulta com um médico-veterinário e caso teste negativo para a doença.
Raiva
Conhecida por ser uma doença fatal e uma zoonose, a raiva é transmitida por contato – geralmente mordidas e arranhões – com seres que estejam contaminados. Por exemplo: um gatinho com livre acesso à rua pode acabar caçando um morcego infectado e, caso não seja vacinado, o resultado disso pode ser trágico.
Mesmo que o seu gatinho não cace, caso ele tenha contato com um outro felino infectado, poderá se infectar e também passar o vírus para a sua família. Por isso, manter a vacina antirrábica em dia é importantíssimo e obrigatório.
Os sintomas da raiva em gato variam de acordo com a fase da doença, mas entre os principais, estão o isolamento, a ansiedade, a agressividade e a salivação excessiva.
Infelizmente, não há cura para gato com raiva, sendo que sua expectativa de vida após os primeiros sintomas aparecerem é de 7 a 10 dias.

Quando vacinar o gato? Entenda a frequência correta
Se você se pergunta “quando vacinar o gato”, calma, pois iremos te responder agora! Mas antes, vamos explicar que o momento de vacinar depende da idade do seu pet. Isso porque para os filhotes que não tomaram as primeiras vacinas, o esquema vacinal é diferente.
Para os gatos filhotes, o momento de tomar a primeira vacina é a partir das seis a oito semanas. Com essa idade, já estão prontos para começarem o esquema vacinal.
Agora, se o seu gato já é adulto, é indicado que ele tome a vacina V3, V4 ou V5 e a de raiva após um ano da última aplicação. Ou seja, a frequência é anual.
Vacinas dos gatos: confira quais são e suas proteções
Como vimos, cada vacina dos gatos realiza um papel fundamental para proteger a saúde dos pets contra diversas doenças.
Porém, alguns tutores podem ficar em dúvida sobre qual a diferença entre as vacinas para gatos. Em resumo, só existem dois tipos de vacinas para gatos: as polivalentes e a antirrábica.
As vacinas polivalentes para gatos são as famosas V3, V4 e V5. Elas protegem contra diversos tipos de doenças infectocontagiosas – o número de enfermidades combatidas é representado pelo número da sigla. Por exemplo: a V4 combate quatro doenças.
Agora, vamos confira a diferença entre cada uma em suas proteções:
- Vacina V3 (Tríplice): protege contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose;
- Vacina V4 (quádrupla): protege contra as doenças da tríplice e clamidiose;
- Vacina V5 para gatos (quíntupla): protege contra as doenças da quádrupla e leucemia felina (FeLV).
- Vacina antirrábica para gato: protege contra a raiva.
Segundo dados do PetCenso 2025, a vacina mais aplicada em gatos no Brasil é a tríplice (V3), porém, isso não significa que ela seja a única opção possível para todos os felinos. Seu gato pode muito bem tomar a V4 ou a V5, basta conversar com o médico-veterinário para que ele avalie o perfil do pet e entenda suas necessidades.
Quais são as vacinas para gatos filhotes?
Os gatos filhotes devem tomar duas vacinas: a polivalente (V3, V4 ou V5) e a de raiva (antirrábica). O protocolo é feito com doses de reforço, por isso, leva algumas semanas para finalizar. Confira:
- Entre 6 e 8 semanas: primeira dose da polivalente (essa é a primeira vacina do gato);
- 12 semanas: segunda dose da polivalente;
- 16 semanas: terceira dose de reforço da polivalente e dose única da antirrábica.
Após completar o esquema vacinal do seu gatinho, as doses de reforço são únicas e anuais.
Caso o seu gato filhote tenha mais de oito semanas e ainda não tenha tomado a primeira dose da vacina polivalente, é importante conversar com o médico-veterinário, que poderá prosseguir o esquema vacinal de forma diferente, podendo aplicar somente duas doses.
Com quantos meses o gato pode tomar vacina contra raiva?
Como falamos, com quatro meses o gato já pode tomar a vacina contra raiva – ou depois que ele tiver terminado o protocolo vacinal da vacina polivalente. Após isso, ele deverá receber o reforço somente um ano depois.
Lembrando que a vacina antirrábica para gato é obrigatória, por isso, é oferecida gratuitamente por diversas prefeituras por meio de campanhas de imunização.
Vacine seu gato com tranquilidade e economia!
Viu só? Vacinar o seu gato é um ato de amor e carinho, um jeito prático e simples que ajuda o pet a se proteger de diversas doenças perigosas. Por isso, não deixe de aplicar os reforços anuais para manter a carteira de vacinação em dia e o felino sempre forte e longe de mais prepcupações!
E, claro que temos mais uma dica para facilitar a proteção do seu gatinho: é com o nosso Plano de Saúde Pet, que te garante praticidade e economia na hora de vacinar o bichano e muito mais.
Tenha vacinas, consultas, procedimentos e exames de forma facilitada para o seu pet em clínicas de alta qualidade próximas de você. Com o Plano de Saúde Petlove, você não tem surpresas no orçamento: tenha vacinas para gatos com economia garantida, preços tabelados e os melhores profissionais para te atender sempre. Contrate hoje mesmo para o seu felino!








Entao minha gatinha vai fazer 1 mes dia 25 de janeiro. queria saber qual vacina eu tenho q dar pra ela pois eu nao entendo muito de vacina
Olá, Camila! A vacinação dos gatos costuma ser iniciada aos dois meses de idade, podendo ser aplicada a tríplice, quádrupla ou quíntupla (quem irá decidir o tipo será o seu médico veterinário). Essas precisam de duas a três doses seguidas com intervalos de 21 a 30 dias entre elas. A reaplicação é anual, assim como a da raiva (feita por volta dos quatro meses). Um abraço!
GOSTARIA DE SABER O CUSTO DA VACINA TRIPLICE E ONDE DEVO LEVA-LO, MORO EM SAO PAULO, PROXIMO A AVENIDA PAULSTA OU TATUAPE
Olá! Procure uma clínica veterinária próxima de sua casa. As vacinas devem ser sempre feitas por um médico veterinário e o valor irá variar de acordo com o produto utilizado.
existe vacinas para carrapatos em gatos quais são :
Olá! Não, o ideal é usar algum produto carrapaticida de uso tópico (normalmente aplicado na nuca do pet).