Acupuntura veterinária

O termo acupuntura já era utilizado no século XVII pelos jesuítas. A palavra deriva dos radicais latinos “acus” (agulha) e “pungere” (puncionar). Trata-se de uma técnica terapêutica empírica, desenvolvida na cultura oriental, que se baseia na estimulação de pontos específicos do corpo, por intermédio de finas agulhas, tendo como objetivo principal atingir um efeito terapêutico ou homeostático.

Acredita-se que a acupuntura veterinária seja tão antiga quanto à humana. Por volta de 650 a.C., nasceu Sun Yang, que foi o primeiro acupunturista dedicado somente à veterinária, de que se tem registro. Os chineses, por exemplo, praticavam a acupuntura regularmente em seus animais e, por isso, naquela região, essa técnica já é empregada há muito tempo.

No Brasil, um dos principais responsáveis pela existência e divulgação dessa técnica na medicina veterinária foi o Professor Tetsuo Inada, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em meados da década de 1980. Entretanto, apenas em 1999 o país recebeu o 1.º Congresso Brasileiro de Acupuntura Veterinária, e, nesse mesmo ano, foi fundada a Associação Brasileira de Acupuntura Veterinária. Atualmente, há inúmeros cursos de acupuntura veterinária no país, de pós-graduação ou aperfeiçoamento, e, cada dia mais, há profissionais se especializando e se dedicando a essas técnicas.

Os pontos pesquisados e escolhidos pela acupuntura são os de maior entrada e saída de energia. São identificados por códigos, que especificam o canal sobre o qual está localizado, e o número do acuponto. Por exemplo, o ponto B40 refere-se ao quadragésimo ponto do canal da Bexiga. A colocação da agulha no ponto correto, faz com que  a carga elétrica da hipoderme seja alterada, gerando uma corrente.

Apenas um médico veterinário poderá aplicar essa técnica, pelos seus conhecimentos em fisiologia, anatomia, patologia, entre outros, relativos aos animais. O primeiro passo é uma anamnese completa, seguida de exame clínico detalhado, para chegar ao diagnóstico. Após isso ser feito, o profissional seguirá com o tratamento recomendado, decidindo se a acupuntura poderá fazer parte dos procedimentos e se será aplicada sozinha ou acompanhada de medicamentos para cães e vitaminas e suplementos. Para atuar na área, legalmente, o profissional precisa apenas ser formado, mas na prática, em sua maioria, os cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação são muito procurados, por fazerem com que se tenha mais domínio da técnica e maior conhecimento sobre as alternativas de tratamento.

A acupuntura é mais utilizada em casos de doenças que afetem a coluna, ou para animais que sobreviveram à cinomose e ficaram com alguma sequela, mas há inúmeras possibilidades de uso, para as mais diversas necessidades. No geral, os cães respondem bem e não se importam com as agulhas fininhas. Os resultados são bastante satisfatórios e colaboram muito com a saúde do animal.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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