Após pandemia, cidade chinesa proíbe que pessoas comam animais

Toda dificuldade implica em oportunidade de aprendizados, e é certo que com a chegada da pandemia do novo coronavírus todos nós estamos refletindo mais sobre como nossas atitudes e comportamentos impactam nossas vidas e também a comunidade – local e global.

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Governos e autoridades também estão tendo que rever práticas e tomar atitudes para combater a crise trazida pelo COVID-19. Uma excelente notícia para os petlovers é que a cidade chinesa de Shenzhen divulgou nesta semana que a partir de maio o consumo de cães e gatos estará proibido. A medida faz parte de uma restrição mais ampla ao comércio de animais silvestres.

O governo municipal fez a seguinte declaração: “Cães e gatos como animais de estimação estabeleceram uma relação muito mais próxima com os seres humanos do que todos os outros animais, e proibir o consumo de cães e gatos e outros animais de estimação é uma prática comum em países desenvolvidos e em Hong Kong e Taiwan. Essa proibição também responde à demanda e consciência da civilização humana”.

Como você já deve ter lido ou ouvido, cientistas têm uma grande suspeita de que o novo coronavírus tenha chegado até nós por meio dos animais. A cidade chinesa Wuhan é considerada epicentro do COVID-19, pois lá foram registradas as primeiras infecções em pessoas expostas a um mercado de animais da cidade, onde cobras e morcegos, por exemplo, eram vendidos.

E, apesar de Shenzhen ser a única cidade até agora que oficialmente tomou a decisão, outras províncias e municípios do país asiático estão adotando a decisão, como lição aprendida do vírus que tomou conta do mundo, já infectou quase um milhão de pessoas e matou cerca de 50 mil.

A suspensão do comércio de animais selvagens, como era de se esperar, foi muito bem recebida por entidades de proteção animal. “Shenzhen é a primeira cidade do mundo a levar a sério as lições aprendidas com esta pandemia e fazer as alterações necessárias para evitar outra”, disse Teresa M. Telecky, vice-presidente do departamento de vida selvagem da Humane Society International, em recente publicação.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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