Cachorro doberman é perigoso?

Muita gente que não conhece algumas raças possui a tendência a achar que o que dizem por aí é uma veracidade. Verdade é que precisamos tomar cuidado quando afirmamos algo que não sabemos ao certo. É comum que algumas raças, mundo afora, sejam taxadas como “mais violentas”, mas você sabia que o maior número de ataques de cães é feito por cachorros de pequeno porte? É isso mesmo! Os cães menores costumam atacar mais do que os grandes!

É óbvio que o “ataque” de um cachorro de dois quilos causa menos estragos do que de um animal com 20 ou 50Kg, mas precisamos ter cautela antes de tomar o que ouvimos nas mídias e em conversas informais como verdades absolutas.

A história do cachorro doberman

Criado no século XIX para ser um exímio cão de guarda, é de se esperar que o doberman seja um cachorro protetor e territorialista. Destemido e bem confiante de si, este cão é um mastim de porte médio que se destaca por seus músculos realmente incríveis e sua velocidade impressionante.

Ludwin Dobemann, um cobrador de impostos, foi quem deu origem à raça. Sua ideia era ter um animal que pudesse lhe proteger contra ladrões e devedores que tinham por intenção não pagá-lo corretamente. Para isso, ele misturou alguns exemplares de pastor alemão, rottweiler e pinscher.

Cachorros da raça doberman são perigosos?

Elegante e esbelto, na maioria das vezes é possível ver as marcações de seus músculos com facilidade. Cheio de vigor e muito leal aos seus tutores, ele não mede esforços para afugentar tudo aquilo que lhe parecer uma ameaça.

De modo geral, o doberman é considerado por muitos um cachorro agressivo, mas tudo depende da forma como ele é criado desde cedo. Embora alguns exemplares ainda tendam mais para esse lado, os criadores mais sérios visam extinguir isso de suas linhagens. A ideia é manter seus traços de cão de guarda, mas sem que isso seja um risco para pessoas da família.

Socializar é preciso

Não somente quando falamos sobre dobermans, mas quando o tema é animal de estimação, nunca devemos deixar de lado uma boa socialização. Ensinar ao seu pet a conviver com outros animais e pessoas de diferentes idades, por exemplo, torna a sua vida mais fácil e a dele mais saudável.

Vale lembrar que tudo o que nosso filhote passar, ele possivelmente levará para o resto de sua vida, por isso é tão importante oferecer vivências positivas logo nas suas primeiras semanas.

Sobre o autor

Jade Petronilho

Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, dois gatos e 13 peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos.

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