Leishmaniose canina: o que é, sinais e tratamento
Você conhece a leishmaniose canina, também conhecida como calazar? Essa é uma das zoonoses mais preocupantes vistas aqui no Brasil. Ela é transmitida por um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha” e, caso não seja diagnosticada rápida e corretamente, pode causar a morte do pet.
Infelizmente, ainda não há cura para a leishmaniose em cães, mas existem algumas recomendações para evitá-la. Consultamos a médica-veterinária Vitória Neres sobre as formas mais efetivas de proteger um cachorro desta doença.

O que é a leishmaniose canina?
A leishmaniose em cães é uma doença considerada grave em animais e letal em humanos, caso não seja tratada. Ela é transmitida por um mosquito conhecido como Mosquito Palha, Mosquito Pólvora, Birigui ou Tatuquira.
Esse inseto, que possui a coloração amarelada – parecida com palha – como característica principal, se reproduzem em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica, como fezes de animais, frutos, folhas e outros entulhos que contribuem para a umidade do solo.
A distribuição da leishmaniose canina pelo mundo é ampla, estando presente predominantemente em regiões tropicais e subtropicais, sendo considerada um grande problema de saúde pública. Aqui no Brasil, os casos concentram-se na região Nordeste seguida pelas regiões Norte, Sudeste, Centro-Oeste e Sul.
Como acontece a transmissão da leishmaniose em cães?
Diferentemente do que muita gente pensa, a transmissão da leishmaniose canina não acontece a partir do contato direto com o cachorro por meio de saliva, mordidas, entre outros, mas sim através da picada da fêmea do mosquito-palha.
Por essa razão, vale destacar que os cachorros não são responsáveis diretos pela transmissão da leishmaniose. Em contrapartida, se um mosquito-palha picar um cão infectado, o mesmo mosquito poderá picar um ser humano e transmitir a doença.
Quais são os sintomas de leishmaniose em cães?
A seguir, veja os principais sintomas da leishmaniose em cães:
- Apatia
- Alopecia
- Descamação da pele
- Emagrecimento
- Lesões na pele
- Problemas oculares
- Crescimento excessivo das unhas
- Falta de apetite
- Febre
- Diarreia
Informação importante: embora os sintomas da leishmaniose sejam variados, nem todos os cães com leishmaniose apresentam algum sinal. Inclusive, estima-se que cerca de 60% dos animais contaminados sejam assintomáticos.
Por essa razão, a única maneira de como identificar leishmaniose canina é por meio de checkups regulares com um médico-veterinário.
Tem cura para a leishmaniose canina?
Não, a leishmaniose canina não tem cura! Inclusive, o diagnóstico da doença era praticamente uma sentença de morte até pouco tempo atrás, uma vez que não existiam medicamentos e a eutanásia era recomendada para evitar que fosse transmitida para outros pets e animais.
Felizmente, tudo mudou em 2016, quando surgiu um novo medicamento regulamentado pelo Ministério da Saúde e com resultados bastante positivos. No entanto, é importante destacar que a doença ainda não tem cura, mas sim um tratamento para garantir a integridade do pet infectado.
Como prevenir a leishmaniose canina?
Agora que você já sabe o que é leishmaniose canina e seus principais sintomas, chegou o momento de saber como prevenir esse problema que pode custar a vida de um pet.
1- Cuidados no ambiente
A princípio, o primeiro passo para combater o mosquito vetor da leishmaniose canina é garantindo que o ambiente sempre esteja limpo. “A primeira indicação para prevenir a leishmaniose em cachorros é impedir que o mosquito palha chegue até o pet. Esse inseto se reproduz em locais onde há muita matéria orgânica acumulada. Então, uma higiene adequada do lugar onde o cão vive e nas proximidades é essencial”, afirma a médica veterinária.
Assim, o recomendado é evitar o acúmulo de fezes e descartá-las corretamente, realizar a limpeza, de preferência todos os dias, do local onde o pet passa a maior parte do tempo, bem como nunca deixar sacos de lixos e outros materiais acumulados.
2- Vacina
Além da questão do ambiente, também é extremamente válido contar com a ajuda da vacina contra leishmaniose. Embora seja indicada, ela não é 100% efetiva no combate à doença, pois não impede a picada do mosquito, e sim tem ação contra o protozoário Leishmania, caso o pet seja picado por um mosquito contaminado. Todavia, segundo Vitória, a vacina deve ser aplicada nos pets que vivem em regiões endêmicas de leishmaniose, pois atua como uma das camadas de proteção, juntamente com a higiene ambiental e as coleiras repelentes, que falaremos agora.
3- Coleiras
“Uma arma poderosa para impedir que o mosquito palha chegue até o cachorro são as coleiras repelentes. Atualmente no mercado pet, existem várias opções que, juntamente com um ambiente limpo e a vacina, são fundamentais para a prevenção”, destacou a médica veterinária.
A higiene ambiental e a vacina são extremamente importantes, mas a coleira é ainda mais relevante, pois, mesmo que o pai humano siga as recomendações dentro de casa, algum vizinho pode não tomar o mesmo cuidado ou algum terreno baldio pode ocasionar a proliferação do mosquito palha. Assim, é imprescindível o uso de uma coleira que repele e mata o vetor para que o cachorro fique sempre protegido.
No petshop online da Petlove, temos algumas opções de coleiras antiparasitas, como a Scalibor, por exemplo, que age contra pulgas, carrapatos e garante alta proteção contra picadas de vetores de leishmaniose. A Coleira Seresto, da Bayer, bem como a Coleira Ourofino Leevre, também são ótimas alternativas.
Quer saber mais sobre a leishmaniose? Acesse a nossa biblioteca de doenças. Lá você saberá tudo sobre a leishmaniose em cães e outras centenas de patologias que podem atingir cachorros e gatos.


