Com quanto tempo pode doar filhotes de gato?

Muita gente erra ao pensar que quando os filhotes de gatos começam a comer ração seca já podem ser doados e separados de sua família. Isso, aliás, acontece não somente com pessoas leigas que possuem uma gatinha com filhotes em casa, mas também com criadores experientes.

Filhotes de gato precisam ser desmamados naturalmente, ou seja, só devem começar a comer alimento industrializado quando isso parte deles e nunca feito de maneira forçada. Receber o leite materno garante não só que cresçam bem e saudáveis, mas também que tenham um sistema imunológico mais poderoso, pois é pelo leite (especialmente pelo colostro – primeiro leite após o nascimento) que eles recebem os antígenos da gata – isso garantirá que a maioria não adoeça antes de receber a primeira dose da vacina tríplice, quádrupla ou quíntupla.

Após os dois meses de idade, os gatos já podem ser vacinados contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e leucemia. O tipo da vacina (tríplice, quádrupla ou quíntupla) deve ser indicado pelo médico veterinário que determinará a partir de informações dadas pelo tutor do animal qual a melhor opção para cada caso. A vacina contra raiva comumente é aplicada após os quatro meses, período que também pode variar de acordo com o médico responsável pelo pet.

A socialização dos gatos filhotes e a forma como lidarão inclusive com humanos no futuro é um reflexo fiel de como ele conviveu (ou não) com seus irmãos e mãe. Muitos comportamentalistas de animais defendem que os gatinhos devem, pelo menos, viver até os três meses com sua “família original”. Com essas interações, eles aprendem limites, são mais confiantes e descobrem até onde podem ir com mordidas e arranhões.

De modo geral, um gato filhote pode ser doado quando já tem pelo menos uma dose de vacina, já está se alimentando totalmente com ração, está sendo “rejeitado” pela mãe e está bem habituado com situações diversas como barulhos, pessoas diferentes e, se possível, até com outros animais. Evite separações precoces e traumáticas, elas certamente poderão comprometer o comportamento e a saúde do gatinho.

Sobre o autor

Jade Petronilho

Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, dois gatos e 13 peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos.

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