Como evitar que crianças sejam mordidas por cães
As interações entre criança e cachorro têm tudo para ser algo sadio, feliz e que colabore com o desenvolvimento de ambos, mas para que assim seja, é necessário tomar algumas precauções, já que a soma do instinto canino com as peripécias infantis podem resultar em uma abocanhada do peludinho.
Especialistas indicam que as crianças com menos de 10 anos precisam ser sempre supervisionadas enquanto estiverem interagindo com um cachorro. E isso não é apenas para proteger a criança, mas também o próprio animal, afinal, brincadeiras desmedidas ou atitudes mais bruscas também podem colocar a saúde dos bichinhos em risco.
Mas como os pais podem ficar mais relaxados enquanto as crianças (peludinhas ou não) aproveitam o tempo juntas? Um bom começo é ensinar ao seu herdeiro(a) a tratar o cão de maneira gentil e respeitosa, obedecendo os momentos de refeição e descanso do animal. Lembre-se que o seu exemplo tem mais poder que suas palavras, portanto, pratique as atitudes que espera de seu filho.
Claro que mesmo ensinando da maneira correta, a criança pode errar a mão vez ou outra, e é justamente por isso que não podemos deixar a supervisão constante de lado. Corrigir a meninada no momento em que o erro acontece é muito importante para que a falha não se repita. Compreender melhor a linguagem corporal do cachorro e reconhecer quando ele está se sentindo ameaçado, ansioso ou prestes a perder a paciência também é essencial para evitar qualquer incidente entre a dupla.
Um cão agressivo, por exemplo, vai fazer de tudo para parecer maior do que ele é. O animal poderá deixar suas orelhas lá em cima, manter os pelos eriçados e a cauda pode tanto ficar ereta como abanando. Esses sinais somados a outros, como postura rígida, pernas retas e encarada, indicam que é melhor tirar a criança de perto e não esperar por rosnados e latidos do cachorro para tomar alguma providência.
Já a postura corporal de um pet assustado tende a ser bem diferente. Ele deixará seu corpo retraído, ficando o mais próximo do chão possível e lamberá repetidamente os lábios. A cauda encontrará abrigo entre as pernas e os olhos fugirão de qualquer contato visual. Caso o animal não encontre um refúgio seguro, a única alternativa restante poderá ser rosnar, mostrar os dentes ou tentar morder para combater aquela sensação de perigo.
Mesmo que existam raças mais ou menos indicadas para se relacionarem com os pequeninos, esteja certo que, assim como as crianças precisam ser ensinadas, todos os cães precisam aprender a se relacionarem com as pessoas (independentemente da idade que elas tenham). O nome disso é socialização.
Socializar é o oposto de isolar, ou seja, se desde filhote o seu cachorrinho for incentivado a estar na presença de diferentes pessoas, animais e lugares, e suas experiências forem muito ricas, positivas e diversas, maiores são as chances do seu filho de quatro patas se tornar um companheiro confiável e agradável. Mas atenção, nunca force uma situação e obrigue o seu pet a ficar na companhia de alguém que lhe deixa totalmente desconfortável, respeite o ritmo de socialização dele.
Aliás, respeitar os momentos de impaciência dos caninos (quando estão latindo, rosnando ou assustados) e aquelas situações de mais privacidade: hora de comer, dormir, cuidar de um filhote ou quando ele está mastigando um brinquedo, são essenciais para evitar qualquer estresse e tentativa de agressão, seja contra crianças, outros animais ou pessoas de qualquer idade.
Por último, deixe que o seu peludinho seja parte da família e não prenda ou deixe-o amarrado do lado de fora da casa, evitando contato com as pessoas. Nessas condições, os bichinhos ficam estressados, ansiosos e tendem a sentirem-se indefesos, aumentando as chances de terem de atacar para se defenderem. Lembre-se que os cães castrados também controlam melhor o seu humor e apresentam um temperamento mais tranquilo.


