Como saber se um cachorro é feliz?

Você sonhou em ter um cachorro em casa para que ele fosse a alegria da família e aquele super companheiro de todas as horas. Mas, será que o seu peludinho está realmente feliz com a vida que leva ao seu lado?

Essa pergunta faz gelar a espinha, eu sei, mas pode relaxar! Nós vamos dar dicas de como avaliar se o cachorro está feliz e, caso os sinais não sejam lá muito positivos, existem maneiras de propiciar uma melhor vida ao seu pet. Na maioria das vezes, pequenas atitudes já são suficientes para fazer a cauda do peludinho voltar a ficar agitada com frequência, mostrando que ele está super feliz e entusiasmado.

Cachorro-feliz-Petlove

Linguagem corporal

Os cachorros não falam (quer dizer, alguns 😹), então o melhor jeito de descobrir se o seu pet está com o astral lá em cima é prestar atenção aos comportamentos dele. Lembrando que uma socialização precoce ajuda MUITO o seu cachorro a desenvolver um temperamento equilibrado, a ser menos medroso, mais confiante, mais receptivo a outras pessoas e bichinhos e, consequentemente, ser mais feliz!

Em casa, preste atenção se o bichinho interage normalmente com a família, se ele “convida” ou participa das brincadeiras e se mostra ativo e curioso em boa parte do tempo. Um cachorro “ligado” é sempre um ótimo sinal de que ele está feliz e também está com a saúde em dia. Por outro lado, se o cachorro passa a maior parte do tempo em repouso, latindo em excesso, estressado ou com sinais de medo (procura se esconder) ou ansiedade (lamber o focinho ou patas excessivamente) é melhor procurar ajuda especializada.

Cachorros não socializados podem ser menos felizes

Se os sinais ainda não estão claros para você e ainda há dúvidas sobre a felicidade do seu cachorro, dá pra fazer também alguns “testes”. Cachorros precisam ser felizes como cães, ou seja, se comportando de acordo com o esperado para a espécie, interagindo com outros animais, cavando, explorando ambientes, farejando, “caçando” etc. 

Em locais públicos como parques ou creches para animais é possível saber se seu cão se sente bem como espécie ou não, especialmente se ele foi devidamente socializado quando jovem. Um cachorro retraído que não sabe se comunicar com outros indivíduos da mesma espécie pode ser um problema, principalmente se buscar seu colo ou consolo e ganhar recompensas como carinho e petiscos num momento como esse.  

Isso vale apenas para cachorros que estão habituados a interagir e frequentar locais com outras pessoas e animais, pois aqueles que não foram devidamente socializados podem ter problemas em um ambiente como esse, aumentando traumas ou até mesmo se mostrando agressivos e nada receptivos. 

Aqui também vale a ressalva de que algumas raças são por natureza menos receptivas a outros cães, o que deve ser respeitado. Cachorros de trabalho, por exemplo, tendem a ser melhores com pessoas. Saiba mais sobre o perfil da raça do seu cachorro, visitando a nossa página especial.

Em casa ou na rua, sinais que demonstram que o cachorro está feliz são: empolgação, prática de atividades instintivas (cavar, farejar, caçar etc.), buscar aproximação de outros cães e convidar alguns deles para brincadeiras – ex.: patas dianteiras em volta da cabeça do parceiro, cauda abanando de forma amistosa, partir depressa e voltar em seguida, bater as patas no chão colocando o traseiro para cima e aquelas mordidinhas que não machucam nada.

Porém, se mesmo em um local cheio de novidades o seu cachorro tende a bocejar com frequência, manter a cauda abaixada e a postura curvada, lambe o focinho em excesso, corre ou se afasta de outro cão e late frequentemente, não deixe de antecipar a volta pra casa e agendar uma consulta com um médico veterinário, de preferência um que seja especializado em comportamento canino, para que ele possa averiguar a existência de algum problema de saúde e também te ajudar a criar uma rotina que propicie mais felicidade ao seu amigo peludo.

Às vezes, a infelicidade do cachorro é decorrência de alguma fobia, doença que ainda não foi diagnosticada e falta de uma vida mais ativa com a participação da família. O importante é estar sempre atento aos sinais e comportamentos do cãozinho e não hesitar em buscar ajuda profissional para resgatar a felicidade do seu querido e estimado parceiro.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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