OK!
> Comportamento > Como usar técnicas positivas para educar seu gato

Como usar técnicas positivas para educar seu gato

Por Anderson Mafra -

As palavras educar e gato quando estão na mesma frase podem causar estranheza. Podem, mas não deveriam, afinal, se os cães e animais selvagens são passíveis de serem ensinados, o que impediria de acontecer o mesmo com os felinos?

Nada impede na verdade. O mito existe porque, na maioria das vezes, há uma percepção equivocada de que os gatos seriam mais desinteressados para cumprirem tarefas ou realizar “serviços” se comparados aos cachorros, por exemplo, que caçam, farejam, pastoreiam e agem como guardas. Óbvio que cada espécie tem suas particularidades e que algumas são mais indicadas para certos tipos de atividades, mas a boa notícia para quem ainda não tinha clareza sobre o assunto é que os gatos podem ser perfeitamente educados.

Gato-ensinamento-Petlove

Qual pai ou mãe de felino não gostaria, por exemplo, que o bichinho não subisse mais na mesa na tentativa de roubar um pouco de comida, que parasse de mexer no lixo ou que não desse tanto trabalho para entrar e ficar na caixa transportadora? Pois é, dá pra educar o pet, basta utilizar técnicas positivas e ter um pouco de paciência.

O tal do reforço positivo, tão falado, é bem fácil de entender e funciona da seguinte maneira: sempre que o bichinho fizer a escolha que lhe agrade ele é recompensado. Por exemplo, o gato subiu na mesa e está pronto para dar o bote no seu almoço? Dê um comando de “não” ao peludinho e agrade-o com carinho (verbal/ físico) ou um petisco se ele permanecer no lugar que está. À medida que esse seu treinamento ganha frequência, o gato tende criar um hábito e satisfazer a sua vontade.

Broncas não resolvem

Simplesmente gritar ou ameaçar o felino não vai adiantar nada, pois ele não deixa de praticar a ação porque entendeu que é algo errado, apenas aborta a missão porque fica com medo e só vai esperar um outro momento para conseguir saciar seu desejo.

A grande vantagem das técnicas positivas é que você passa a gastar energia na solução e não no problema. Então, ao demonstrar fisicamente ao seu pet que você ficou feliz com a escolha que ele fez e retribuí-lo, você substitui a repreensão pelo ato de ensinar, que tem poderes muito mais duradouros.

Não se cobre tanto

Como foi dito, educar exige paciência e os resultados podem demorar um pouco para aparecerem. Não se deixe frustrar, caso logo após a recompensa por um bom ato, o seu gato voltar a fazer aquilo que está te desagradando. É normal.

Voltemos ao exemplo da mesa de jantar, caso o pet suba nela, mantenha a calma, pegue o bichinho e coloque-o na cadeira ou no chão para recomeçar o treinamento – sem esquecer de dar um agrado quando ele se comportar bem.

Lembre-se que você também está aprendendo a ensinar e não fique pilhado em colher bons frutos logo de início, às vezes, a “colheita” pode demorar para acontecer, e tudo bem. Tenha em mente sempre o mantra “confiança, consistência, reforço positivo e paciência”.

Contar com ajuda de quem tem mais experiência é muito bom e enriquecedor, por isso, converse com um médico veterinário especialista em comportamento para pegar algumas dicas. Procurar informações (cuidado com as fakes) sobre comportamento dos gatos também ajuda muito na tarefa de ensinar. No nosso Blog você conta com uma página só com conteúdo sobre comportamento!

Por Anderson Mafra

Veja todas suas publicações

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cadastre-se e fique sabendo das ofertas antes de todos!