Corrida de galgos é permitida no Brasil?
Depois de uma reportagem exibida em rede nacional expondo os bastidores das corridas de galgos realizadas em cidades da fronteira do Rio Grande do Sul, muita gente tem se perguntado sobre a legalidade desse tal “esporte canino”. Afinal, corrida de galgos é permitida no Brasil?
A origem da corrida de galgos
Os galgos estão entre as raças mais antigas do Mundo. Para se ter uma ideia, existem registros históricos de Greyhounds datados de mais de cinco mil anos presentes em pinturas de cavernas e até em tumbas no Egito antigo. Desde aquela época, esses cachorros já se destacavam pela notória velocidade. O físico diferenciado contribuía para que fossem ótimos caçadores.
Com o passar do tempo, os cachorros começaram a se popularizar pelo Mundo e sua agilidade já chamava a atenção, até que no fim do século XVIII surgiu a corrida de galgos na Inglaterra. Desde então, o “esporte canino ganhou” força em vários países, mas o território britânico sempre foi o berço principal.
Vale destacar que esse “esporte” é proibido em alguns estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, pois a prática da corrida de galgos é extremamente prejudicial para esses cães, já que muitas vezes força o físico e o mental dos pets, colocando em risco sua saúde. Além disso, existem inúmeros relatos sobre as práticas de maus-tratos que envolvem essas corridas, fora os treinamentos exaustivos. Para piorar, quando o cão não atende mais as necessidades para correr, acaba abandonado ou sacrificado.

Corrida de galgos é permitida no Brasil?
Aqui no Brasil, a corrida de galgos não é proibida em território nacional, apenas em alguns estados, como citamos. Mas, há uma imensa corrente para que o esporte seja banido, como já acontece na Argentina e Uruguai, por exemplo.
Desde o início da modalidade canina, os galgos costumam competir apenas dois ou três anos por causa das inúmeras lesões provocadas pelo desgaste excessivo das articulações, afetando tendões, músculos e ossos. Depois desse período, eles acabam sendo doados, abandonados e, às vezes, até sacrificados, pois já não geram lucros, mas sim “prejuízos” aos “tutores” devido aos problemas de saúde.
Um exemplo disso é o famoso Ajudante de Papai Noel, o cachorro magricelo de Os Simpsons. Na história do desenho, o cão era um corredor, porém, ao perder várias e várias provas, seu tutor o abandonou. Felizmente, Homer, que havia feito uma aposta no galgo em sua última corrida, o adotou logo em seguida.
Mas além dos casos de abandono, muitas corridas são realizadas em condições extremamente precárias, visando apenas o entretenimento humano.
Em janeiro de 2021, em rede nacional, foi exibida uma reportagem denunciando maus-tratos nos bastidores das corridas de galgo que ocorriam em algumas cidades de fronteira do Rio Grande do Sul. Com uma câmera escondida, a equipe flagrou situações de maus-tratos, além do uso de drogas injetadas nos cachorros.
A expectativa é que a prática seja banida do país em um futuro próximo, com base em um crescente movimento de conscientização sobre o bem-estar animal e em ações mais rígidas por parte de legisladores e ativistas. Com a proibição, busca-se não apenas proteger os galgos, mas também reforçar a importância de tratar todos os pets com respeito e dignidade, promovendo práticas que valorizem sua saúde e qualidade de vida.

