Direitos dos Animais

Direitos dos animais

 

Os animais sempre existiram, desde muito antes de a humanidade se reconhecer como sociedade organizada. Atualmente, diversas correntes combatem a visão antropocêntrica sobre a qual foi desenvolvida a sociedade moderna, e que resultou na morte e extinção de diversas espécies animais. Porém, as discussões sobre os direitos dos animais não é tão recente quanto possa se imaginar. Aristóteles e Pitágoras, no século VI a.C., já especulavam sobre a ideia de os animais terem alma e a função da sua existência.

Hoje, as principais correntes dos Direitos dos Animais defendem, principalmente, que eles devem ter direito à vida e serem protegidos de maus-tratos realizados por seres humanos. Ao contrário do que se possa pensar, não defendem a “humanização” dos animais, e, inclusive, existem distinções bem claras. Não defendem que os animais tenham  direito ao voto, por exemplo, mas sim o de serem respeitados como seres vivos que possuem sentimentos.  Algumas correntes de pensamento alegam que o correto é não haver interferência humana na natureza, e não comem alimentos de origem animal em hipótese alguma, como o grupo comumente chamado de “veganos”.

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Direitos dos Animais.

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais foi elaborada e aprovada pela UNESCO, na cidade de Bruxelas, em 1978. Possui tópicos abrangentes, determinando conceitos como os de animais terem direito à vida, não serem torturados e, os destinados à produção de carne e derivados, serem abatidos de forma rápida e sem sofrimento desnecessário.

No Brasil, existem leis que proíbem os maus-tratos e tortura aos animais. A Legislação brasileira, apesar de não compreender o animal como um ser possuidor de direitos, possui dispositivos como a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9605 de 12 de Fevereiro de 1998), na qual o agressor, após indiciado, poderá ser preso e perder a condição de réu primário.

Quando se faz a opção de ter um animal de estimação, precisa-se ter também responsabilidade. É necessário criá-lo em locais adequados, como cercados e canís. Se o bichinho for viver dentro de um apartamento, na intimidade do lar, é ideal ter acessórios para treinamento, para que ele compreenda fatores, como o local correto de fazer suas necessidades. Cachorros de raças extremamente fortes, como Rottweilers, podem precisar de enforcadores para realizar seu processo educacional, porém devem ser utilizados com cautela, pois podem agredir pessoas e outros animais de estimação.

Na sociedade, os animais possuem funções diversas, desde servir como alimentos até alívio psicológico, mas acima de tudo, são seres vivos e merecem um tratamento digno. Citando Albert Schweitzer: “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

1 Comentário

  • Eu acho que os animais deveriam, sim ter o direito de votar, por que não? Bastaria que, para isso, se encontrasse formas de descobrir suas preferências por este ou aquele candidato. Lembram do polvo que fazia predições? Então, basta criar uma maneira de levar o animal a escolher uma entre várias opções e pronto, seu direito já estará garantido. Afinal, os políticos não irão interferir na vida deles, mexer nas leis etc?

    Além de votar, cães, galinhas, gatos e vacas deveriam ter o direito de se candidatarem. Eu prefiro mil vezes um animal no cargo político do que esses vagabundos que só roubam. Pelo menos os animais não iriam roubar ninguém.

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