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Entenda a diferença entre medo e fobia em cães

O medo é uma emoção completamente natural para qualquer cachorro. Porém, quando o medo passa a ser uma fobia, tudo muda. Nossa colunista Luiza Cervenka vai te explicar tudo o que você precisa saber para ajudar o seu pet.

Por Luiza Cervenka -

Ter medo é algo natural para qualquer ser vivo. Mas, quando esse medo vira fobia? Como resolver fobias? Veja algumas dicas a seguir.

cachorro com medo embaixo de um cobertor

Medo e fobia: qual a diferença?

Medo é uma emoção completamente natural para qualquer ser vivo. É o medo que nos faz evitar situações que coloquem a nossa vida em risco. Também é o medo que nos faz agir rapidamente perante um perigo iminente. Faz parte da manutenção da vida sentir medo. O grande problema é quando esse medo causa reações intensas, exageradas, que inviabilizam a vida ou mesmo o bem-estar.

Em uma reação de fobia, há um grande desespero, o que faz com que nem sempre as melhores decisões sejam tomadas. Algumas vezes, com tamanha fobia, o cão pode até colocar sua vida em risco, para tentar se livrar daquele medo extremo.

Fobia não é algo que passa. É uma crise de pânico que precisa ser tratada. Não adianta ignorar a reação do cão esperando que já já ele fique bom. Quanto menos dermos atenção, mais intensas ficarão as crises e mais sofrimento causará ao animal e a todos à sua volta.

Mas mesmo que seu cão ainda não tenha respostas tão intensas quanto um ataque de pânico, que seja só um medo, não quer dizer que também não tenhamos que agir.

O medo por evoluir para uma fobia, se não for tratado. O cão precisa se sentir seguro no ambiente para que consiga lidar com situações de estresse, como o medo. A cada momento que ele não consegue lidar com aquela emoção, pior será da próxima vez.

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Principais sinais

Os sinais de medo e fobia são bastante semelhantes. Por isso mesmo que não devemos ignorar qualquer reação. Um susto já é sinal de medo. Tremor, taquicardia, excesso de movimentação, se esconder, latir e até atacar pessoas e outros animais na hora do medo podem ser fortes sinais de que precisamos agir.

O trabalho deve ser, de preferência, com um médico-veterinário especialista em etologia clínica, a parte de comportamento animal. Também é importante ter o acompanhamento de um adestrador ou terapeuta comportamental para fazer o trabalho de modificação comportamental e manejo ambiental.

É um trabalho em conjunto, que, muitas vezes, precisa de medicação. Mas não é qualquer remédio que ajuda. Por isso a importância de um especialista.

Se perceber qualquer sinal de medo ou fobia no seu pequeno, não deixe para depois. Quanto antes agirmos, menos ele irá sofrer!

Por Luiza Cervenka

Luiza Cervenka é bióloga, com mestrado em Psicobiologia (comportamento animal), Pós-graduação em Jornalismo e doutoranda em Medicina Veterinária. Assina o blog Comportamento Animal do Estadão e tem quadro pet no Programa Revista da Manhã na TV Gazeta. Atende cães e gatos como Terapeuta Comportamental.

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