Entendendo o Cio

O Cio é popularmente conhecido como período em que a cadela está disposta a receber o macho e, assim, procriar. Mas esse período não é assim tão simples e existem diversos detalhes que devemos conhecer para que entendamos, pelo menos um pouco, esse ciclo das cachorrinhas. Devemos saber quais são suas fases, quando procurar um médico veterinário e se há a necessidade de se recorrer à inseminação artificial.

O comportamento sexual dos cachorros é diferente das outras espécies, as cadelas podem entrar no cio em qualquer época, cerca de duas vezes ao ano. É bom ficar atento à maturidade do animal, pois o primeiro cio pode vir a partir dos 6 meses, porém se demorar mais de 18 meses, alguns cuidados devem ser tomados, pois a cadela pode ter algum problema que a impeça de entrar no cio. A duração do ciclo pode variar de 15 a 21 dias, com um intervalo entre 4 a 12 meses, sendo regular ou variando de acordo com as cadelas.

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Entendendo o Cio

O cio não é um ciclo único, ele se divide em quatro: Anestro, Proestro, Estro e Diestro e cada um se caracteriza pelo comportamento e por sinais específicos apresentados pelo pet. O Anestro, que tem duração variável de acordo com a cadela, é o período em que ela está “normal”. Já o Proestro, que pode durar de 3 a 17 dias, é o período em que a cadela atrai sexualmente os machos. Nessa época é visível a vulva dilatada (aumentada) e o corrimento vaginal sanguinolento, de origem uterina, que pode parar mesmo antes de ela entrar no Estro, e, nessa fase, a cadela tende a recusar os machos, não aceitando assim a monta. Em seguida vem o Estro, que pode durar de 3 a 21 dias, com ou sem corrimento claro (pode ser de cor palha) e que pode persistir durante toda essa fase, que é o período ideal para o cruzamento. A fêmea tem boa receptividade ao macho, e é quando ocorre a ovulação e a aceitação da monta. O Diestro pode durar cerca de 70 dias e tem início com a recusa da cadela à cobertura. É o período em que ocorre a prenhez das cadelas, quando fecundadas. Nessa época pode ocorrer a pseudociese (gravidez psicológica), nas fêmeas mais suscetíveis, o corrimento vaginal torna-se mucoso para logo desaparecer e a vulva volta ao tamanho original, com a cadela então tornando-se menos atraente aos machos.

Entretanto, há alguns cuidados que devem ser tomados: se sua cadela for primípara (que não tenha cruzado antes), deve-se deixar passar o primeiro cio para que ocorra o desenvolvimento físico completo do animal. Atentar-se à importância do domínio territorial, onde é melhor levar a cadela ao local onde se encontra o macho para a cobertura (se for necessário, deve-se levar objetos pessoais do animal até o local, como almofadas, caminhas ou brinquedos). É importante ter cuidado com a higiene e a limpeza tanto dos animais quanto do local onde eles ficarão durante a cruza.

É importante procurar um veterinário para que ele dê orientações a respeito das questões sanitárias antes do cruzamento, por isso é importante ter um acompanhamento do cio e a observação do comportamento do pet. O veterinário também pode acompanhar o animal, caso a fêmea não aceite a monta e o dono desejar muito ter uma cria. Para isso é fundamental  que ele faça uma avaliação e só então se proceda á inseminação artificial.

Se não há a intenção de a fêmea realizar alguma cruza o melhor a ser feito, ao bolso e à saúde do animal, é a realização da cirurgia de castração, ao invés do uso de medicamentos anticoncepcionais.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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