Escherichia coli: Incidência em Animais

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Escherichia coli: Incidência em Animais.

A bactéria Escherichia coli é amplamente estudada, tanto por pesquisadores da saúde animal como da humana, e é usada em diversos trabalhos de biologia celular e engenharia molecular. Serve de modelo para estudar outros grupos bacterianos, bem como sintetizar ferramentas moleculares por processos de transcrição gênica. Porém, ainda assim, é grande causadora de transtornos, causando doenças tanto nos homens quanto nos animais.

E. coli é uma bactéria aeróbia, gram negativa (que não retêm o cortante cristal-violeta conhecido como coloração de Gram quando descoloridas com um solvente natural.), flagelada e comensal do trato intestinal de animais de sangue quente (ainda que presente, não causa grandes problemas, na maioria das vezes). Devido a essa importante característica, é usada na indústria como um indicador de qualidade de higiene. Sua presença em alta quantidade indica que o alimento está contaminado.

As bactérias podem ser classificadas em grupos ou estirpes (cepas), sendo que a comensal do trato intestinal é bem aceita e não causa problemas. Entretanto os outros grupos causam doenças de etiologia infecciosa, que podem variar desde uma simples diarreia a problemas extremamente graves, como a síndrome hemolítica-urêmica, que pode levar ao óbito.

Entre os casos comuns de pertubações da saúde causados por esse microrganismo, têm-se, por exemplo, uma toxi-infecção de origem alimentar, e outros acontecimentos mais graves, que podem ser: pielonefrite (problema do trato genito-urinário alto), meningite e septicemia, todos com a possibilidade de evoluir para o óbito. Em geral a porta de entrada desse microrganismo pode ser oral, genital, ou pelas mucosas. É válido salientar que existem diferenças entre a bactéria comensal específica de cada organismo, e a falta da higiene adequada pode vir a contaminar alimentos, ambiente e causar problemas em outro ser vivo. Além disso, pode-se destacar que todos os males citados podem acometer tanto humanos quanto animais.

Os pets afetados devem ter o diagnóstico apontado o mais rápido possível, devido à capacidade de progressão rápida das doenças. O médico veterinário pode prescrever medicamentos para cães ou medicamentos para gatos, conforme a espécie do animal. Pode-se usar exames complementares para confirmar o diagnóstico, como cultura e análises bioquímicas para determinar a cepa da bactéria.

Como é impossível evitar o contato com esse gênero bacteriano, cada vez mais se faz importante uma correta higienização do ambiente. Remover fezes e urina dos bichos de estimação, utilizar um sanitizante adequado ao local, lavar bem as mãos antes de manipular um alimento, seja para humanos ou animais, são alguns dos procedimentos que podem evitar a ocorrência de problemas graves de saúde, como a ação infecciosa da E. coli.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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