Entender sobre a domesticação dos gatos é fundamental
A nossa colunista Isabela Zitti vai te explicar como saber sobre a domesticação dos gatos pode te ajudar a cuidar ainda melhor do seu pet!
Os gatos tiveram uma domesticação muito diferente quando comparamos aos cães. Além disso, essa domesticação é bem recente e isso contribuiu para que os bichanos que temos hoje em nossas casas tenham um comportamento muito peculiar e, de certa forma, especial.

Com certeza você já deve ter se perguntado “por que meu gato faz isso?”, ou ouvido comparações de gatos com cães. A grande questão aqui é a forma com que nossos queridos felinos foram domesticados. Isso ajuda a explicar quem é nosso companheiro peludo e seu comportamento.
Diferente dos cães, que foram selecionados para serem animais de companhia, os gatos se aproximaram dos humanos quando estes começaram a armazenar grãos, e assim surgiram roedores nos depósitos.
Essa relação foi conveniente para ambos, humanos e gatos, pois um conseguiu controlar os roedores e outro conseguiu uma fonte de alimento frequente. Contudo essa relação não passou disso.
Apenas no Egito que os gatos passaram a ter um papel de destaque nas casas e depois ganharam mais popularidade. Ainda sim, a relação não era comparada a do cão.
Já na idade média, os gatos passaram a ser perseguidos e até odiados, só voltando a ter importância após o surgimento da peste, causada pela infestação de ratos.
A popularidade só voltou a aumentar no final do século XIX, e os hábitos de cuidados nos padrões que temos hoje são da década de 1970 para cá.
Toda essa jornada ao longo da história, fez com que o gato não tivesse uma grande variação em seus componentes comportamentais. Essa espécie era prioritariamente solitária, dependia apenas de si para conseguir alimento, uma dieta estritamente carnívora, portanto um caçador. Contudo, devido ao seu tamanho também é uma espécie que se comporta como presa.
Por ser um animal solitário, caçador, mas que também pode ser predador, o gato se tornou uma espécie bastante territorialista. E para manter esse território, criou hábitos bastante metódicos e previsíveis.
Com essas informações, podemos traçar o perfil dos nossos pets. Um animal que presa muito pelo seu território, não é muito adepto a mudanças e precisa ter uma rotina. Além disso, precisa praticar e ser estimulado a caçar (brincadeiras que simulam caças). Ainda sim, é uma espécie capaz de ser carinhosa, companheira e amável.

