Esterilização de gatos – cuidado com a obesidade

Um gato castrado apresenta um risco 3,4 vezes maior de ser obeso que um gato não esterilizado, como indica um estudo epidemiológico feito nos Estados Unidos com mais de 2000 gatos que vão a consultórios veterinários.

A obesidade em gatos não deixa de ser perigosa. Um estudo com mais de 1400 gatos mostrou que os gatos obesos teriam um risco 3,8 vezes maior de desenvolver diabetes mellitus, 2,7 vezes maior de sofrer de osseos e 1,4 vezes maior de serem acometidos por dermatoses não alérgicas, em comparação aos gatos em peso ótimo .

O ganho de peso após a castração se explica por uma diminuição da necessidade energética de 2 manutenção de 24 a 30 %  e um aumento da quantidade de alimento ingerido de 18 a 26 % .

Se oferecermos aos gatos uma alimentação bastante palatável, rica em gorduras (> 20%) e à vontade, eles irão comer muito, ainda mais se forem castrados. Isto foi ilustrado pela evolução ponderal de 6 gatos castrados, os quais fizemos passar de um alimento de manutenção (ou seja, destinado a manter o peso corporal) para outro rico em gorduras, oferecido à vontade (21 % 3 de gorduras). Pode-se notar que o ganho de peso se produz rapidamente.

Os gatos aos quais foi dada uma alimentação contendo cerca de 10% de gorduras têm 50 % menos risco de serem obesos.

Como a prevenção é o melhor tratamento para a obesidade, os veterinários deveriam advertir sistematicamente os proprietários da necessidade de alimentar corretamente seus animais imediatamente após a castração, ou seja, aconselhar um alimento com baixo teor em gorduras (10 % de gorduras) e não alimentar o animal à vontade. No início, o peso corporal de gatos esterilizados deve ser controlado semanalmente, depois mensalmente.

FONTE: BOLETIM ROYAL CANIN

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Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

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