Estudo revela que pessoas expostas à cães desde a infância têm menos chance de ser diagnosticada com esquizofrenia

A esquizofrenia é um distúrbio mental que afeta a capacidade da pessoa de pensar, sentir e se comportar comumente. Infelizmente, esse problema é crônico e pode durar anos ou até a vida inteira. Existem diversos tratamentos mundo à fora, mas ainda não há cura. A causa é desconhecida, todavia uma combinação de condições, como ambiente, genética, estrutura e químicas cerebrais alteradas, pode induzir à doença.

De acordo com especialistas, quanto mais cedo o distúrbio for identificado, maior a chance de controle. Apesar disto, existem alguns agentes capazes de diminuir os riscos de desenvolver a esquizofrenia na infância: os cães!

 

Uma pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, mostra que ter contato com cachorro ainda quando criança minimiza as chances de desenvolver o distúrbio mental na vida adulta. Robert Yolken, o principal autor do estudo, diz que resolveu estudar os pets pois é comum que as crianças tenham contato com eles logo no começo da vida. “Transtornos psiquiátricos graves têm sido associados a alterações no sistema imunológico ligadas a exposições ambientais no início da vida, e como os animais domésticos geralmente são as primeiras coisas com as quais as crianças têm contato próximo, era lógico explorar as possibilidades de uma conexão entre os dois”, disse.

 

Além da esquizofrenia, os pesquisadores realizaram experimentações relacionadas com transtorno bipolar. Entretanto, não houve qualquer relação entre a exposição da família a um cão de estimação e a criança. Também foi analisado se os gatos teriam esse “poder” de diminuir as chances de esquizofrenia em uma pessoa, mas, de acordo com os resultados, não houve associações significativas entre a exposição a um gato doméstico e o risco consecutivo de diagnóstico destes transtornos mentais.

 

Pesquisas

As avaliações foram executadas em 1371 homens e mulheres entre 18 e 35 anos, sendo 396 pessoas com esquizofrenia, 381 com transtorno bipolar e 594 controles. Os pesquisadores consideraram a relação entre a exposição a um gato ou cachorro de estimação durante os primeiros 12 anos de vida e o diagnóstico posterior de esquizofrenia ou transtorno bipolar. Por fim, os resultados revelaram que a exposição a um cãozinho foi relacionada a um risco significativamente reduzido de ter um diagnóstico posteriormente de esquizofrenia.

Em um estudo anterior, realizado em 2017, foi constatado ainda que os cães têm a competência de livrar as crianças de algumas alergias. A análise, feita com 20 mil crianças, descobriu que ter um cão de estimação antes dos três anos ajudaria a diminuir em 40% as chances da pessoa desenvolver asma até a fase adulta. Apesar disso, as que eram expostas aos felinos desde cedo não tiveram o mesmo sucesso na luta contra a alergia.

Silvia Colicino, líder da pesquisa, crê que isso ocorre porque os cães são mais “sujos” em comparação com os felinos. Sendo assim, eles concedem a oportunidade das crianças terem contato com alguns tipos de bactéria logo no começo da vida, estimulando o sistema imunológico e, consequentemente, aumentando a produção de anticorpos que protegem contra alergias.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É estudante de Jornalismo, apaixonado por animais e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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