Eutanásia em Animais de Estimação

A palavra eutanásia é de origem grega e a sua tradução seria “a boa morte” (eu = bom e thanatos = morte), ou seja, morte sem sofrimento. Considerada como um sacrifício humanitário, a eutanásia é realizada após o animal estar anestesiado, portanto, primeiramente são aplicadas drogas anestésicas no animalzinho e, quando estiver completamente adormecido, é aplicada uma medicação que provoca parada definitiva no coração. O animal morre de parada cardio-respiratória e o procedimento dura em torno de 30 minutos. A eutanásia nos animais é um procedimento clínico extremo e deve ser realizada somente por um médico veterinário.

É indicada quando o animal é portador de uma doença incurável e esteja em sofrimento. Porém, este conceito não contempla, totalmente, todas as situações nas quais a eutanásia se torna necessária. Para um entendimento mais amplo, o termo eutanásia pode ser considerado como “a indução da cessação da vida animal, por meio de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado, observando sempre os princípios éticos”.

Dentro desse contexto, a eutanásia deve ser indicada quando: o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento desses seres, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos; quando o pet constituir ameaça à saúde pública ou animal, risco à fauna nativa e ao meio ambiente; se ele for objeto de ensino ou pesquisa; ou, o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.

No âmbito das indicações acima descritas, é importante ressaltar que a utilização da eutanásia em animais fica restrita a situações onde não haja a possibilidade da adoção de medidas alternativas para o tratamento do pet.

Autorizar a eutanásia do fiel companheirinho é uma das decisões mais difíceis para pessoas que amam seus animais de estimação e os consideram como membros da família. Nesse momento difícil, a preocupação em relação à qualidade e à dignidade de vida de um animal de estimação se tornam realmente cruciais. Por essas razões, o dono deve agir em conjunto com o veterinário, levando em consideração ambas as opiniões; pois tanto as preocupações e desejos do dono, quanto as informações passadas pelo veterinário sobre o que está acontecendo, são pontos extremamente importantes para a tomada de decisão, respeitando a dignidade da existência do animalzinho de forma ponderada, demonstrando amor e compaixão pelo bichinho.

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

1 Comentário

  • Estou sofrendo a 15 dias om meu gato siamês que esta com 14 anos e considero meu filho pois eu o adotei quando ele tinha apenas três meses ele e um gato dócil amoroso e meu grande amigo e companheiro a alguns dias percebi que sua urina estava bem amarela foi quando o levei ao veterinário e através de exames foi descoberto que ele esta om aids felina doença que eu desconhecia em animais fora outras complicações que encontrarão ele ficou internado por 4 dias e agora estou cuidando dele em casa como ele não esta se alimentando foi necessário colocar uma sonda para poder alimenta-lo dar as medicações agua enfim mas o estado dele continua muito grave levo ele ao veterinário de dois em dois dias porem ele não reage, estou com medo de ter que optar em fazer a eutanásia estou sofrendo muito chorando muito mas ao mesmo tempo não quero deixa-lo sofrer mais do que esta. não ei o que fazer.

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