Filósofo aconselha a vivermos como gatos

Se a tão famosa expressão “vida de cão” ainda nos desperta o sentimento inicial da rejeição, que tal um convite para uma “vida de gato”? Segundo um filósofo inglês, viveríamos bem melhor caso aprendêssemos o que os felinos domésticos há tempos vêm nos mostrando.

O defensor desta ideia é John Gray, que adora explorar temas polêmicos como capitalismo global e Al Qaeda, e já lançou livros como o “Fim das Utopias” e “Missa Negra: religião apocalíptica”. A vida dos gatos ganhou destaque na mais nova publicação do filósofo e escritor, em um livro chamado “Feline Philosophy: Cats and the Meaning of Life” (Filosofia felina: os gatos e o sentido da vida – tradução livre).

Gato-caixa-Petlove

Palavra-chave é simplicidade (e um tantinho de indiferença)

Entre as diversas provocações que Gray faz em seu mais recente trabalho, há uma em especial que de certa forma norteia a reflexão principal que o livro propõe:

“A consciência humana foi superestimada. Ficamos preocupados, ansiosos e infelizes. Nossa alardeada capacidade para o pensamento abstrato muitas vezes nos traz problemas. Podemos ser a única espécie a empreender a investigação científica, mas também somos a única espécie que perpetrou genocídios conscientemente. Os gatos, ao contrário dos humanos, não se enganam tentando acreditar que são salvadores e causando estragos no processo. Quando os gatos não estão caçando ou acasalando, comendo ou brincando, eles dormem. Não há angústia interior que os force a uma atividade constante”, relata o autor.

Gray continua explicando que nós humanos gostamos de nos considerar especiais, o que muitas vezes é o estopim para um grande problema. Ou seja, o excesso de vaidade, poder, moralismo, entre outros, servem de passaporte para uma vida mais infeliz e destrutiva. “Embora os gatos não tenham nada a aprender conosco, com eles podemos aprender a aliviar o fardo que vem com o ser humano”, escreve Gray.

O autor ainda ironiza ao dizer que se os gatos conseguissem entender a nossa busca por significado, eles ronronariam de prazer diante de tamanho absurdo. Provavelmente, os gatos nos aconselhariam a viver uma vida mais como o Garfield nos ensinou nos desenhos: com muito mais valor à simplicidade e bem menos preocupações, afinal, muitas delas só fazem sentido dentro de nossas cabeças.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.