Museu do gato: página do Instagram reúne artes com felinos

Se o título desta matéria chamou a sua atenção, então espere até conhecer melhor o trabalho do Thiago Alcântara, criador da página que pode ser considerada um museu on-line do gato, já que a cada dia ela traz uma nova obra de arte que destaca o felino doméstico!

Mineiro de Belo Horizonte, Alcântara é apaixonado pelos bichanos há muito tempo e até chegou a manter uma outra página na qual compartilhava dicas de bem-estar e curiosidades sobre gatos. Porém, depois de um contratempo – a conta foi invadida por hackers -, o estudante de arte viu que era chegada a hora de abraçar um novo projeto – sem esquecer dos gatos, é claro!

Thiago e seu gato Champanhe

Thiago e seu gato Champanhe

Museu do gato no Instagram

Interessado também em história e curadoria, Thiago decidiu juntar todas as suas paixões e colocar no ar uma página que reunisse as mais diversas “artes gateiras”. Sobre a escolha das postagens que vão ao ar ele conta: “Eu procuro variar entre uma técnica e outra, da pintura à escultura, escolhendo épocas diferentes e artistas de diversas nacionalidades, sem esquecer daqueles que estão na ativa”.

A qualidade das imagens chama a atenção e não deixa dúvidas que o trabalho do mineiro é feito com muita dedicação e amor. “Há obras que somente têm oferta em baixa resolução na internet, pois pertencem a coleções privadas. Além disso, em muitos casos, pinturas fantásticas foram fotografadas sem o devido cuidado, o que dificulta as suas publicações. Portanto, o desafio é escolher e investigar”, revela Alcântara.

Entre curtidas, comentários e compartilhamentos, a página (@museudogato) está fazendo cada vez mais sucesso e ganhando seguidores. Já são quase 10 mil pessoas que a cada dia têm a possibilidade de conhecer uma obra de arte diferente ou ainda o trabalho de uma ONGs que atua em prol de gatos desabrigados.

Obras preferidas do Thiago

O criador do Museu do Gato contou pra gente que as obras dos artistas brasileiros da época do modernismo estão entre as suas favoritas. “É possível perceber um visual particular nas pinturas, mas que também se comunica com o que estava sendo feito no exterior, na mesma época. Há também pinturas da Tarsila do Amaral que têm gatos na sua composição. Os bichanos realmente marcaram esse período da arte brasileira”, diz Thiago.

Como está aprimorando a arte de pintar, quem sabe o mineiro não compartilha as próprias criações na página do museu? Até lá, ele continua dedicando seu tempo à curadoria da página e também de seus três amores felinos reais: Champanhe, Tarot e Manabu – este em homenagem ao pintor japonês.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e que não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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