Genética pode explicar nossa vontade de ter cachorros

Um estudo recentemente publicado no Scientific Reports mostra que o amor por cachorros pode ser algo explicado pela genética. De acordo com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, querer ter um ou mais cães por perto pode ter não somente a ver com nossas experiências durante a infância para com os pets, mas principalmente com o nosso DNA. 

Repare que isso realmente pode fazer sentido: não é raro que famílias inteiras tenham cães e isso se estenda por gerações. O contrário é que é considerado “estranho”, quando a família costuma ter animais e alguém destoa, não querendo ter um pet pra chamar de seu. Em entrevista à BBC News Brasil, a pesquisadora Tove Fall afirmou: “percebemos que a nossa constituição genética influencia em escolhas complexas, como a escolha de ter um cachorro e isso implica dizer que as pessoas têm diferentes chances de querer ter ou não um cachorro”. 

A conclusão da pesquisa se deu a partir da análise de dados genéticos de irmãos gêmeos que tinham ou não cachorros. “Ficamos surpresos ao perceber que a composição genética de uma pessoa parece ter influência significativa no fato de possuir ou não um cão”, revelou Fall. “Essas nossas descobertas têm implicações importantes em vários campos diferentes relacionados à compreensão da interação cão-homem ao longo da história. Embora ter cães e outros animais de estimação seja comum em todo o mundo, pouco se sabe ainda sobre como eles afetam nossa vida diária e nossa saúde”, completou a cientista.

Para os pesquisadores, em geral, nossos pais são os principais responsáveis por nos fazerem gostar tanto de nossos pets! “Analisamos proprietários registrados de cães e encontramos evidências robustas de que a escolha de possuir e cuidar de um cão depende parcialmente do arranjo genético, ou seja, os genes herdados dos pais”, concluíram. 

Sobre o autor

Jade Petronilho

Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, dois gatos e 13 peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos.

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