Genética pode fazer alguns cachorros serem mais inteligentes do que outros

Atualmente, mais de 400 raças de cachorros são reconhecidas internacionalmente, sendo resultado de milhares de anos de reproduções administradas por seres humanos. Essa imensa diversidade nos trouxe, além de físicas, diferenças genéticas entre cada uma delas também em traços cognitivos e comportamentais.

Dois estudos realizados por pesquisadores da Duke University utilizando dados de um site voltado para experimentos mentais de cães que podem ser feitos em casa, mostraram que realmente há diferenças cognitivas (de aprendizagem) entre eles, até mesmo em pets da mesma raça.

Genética pode fazer alguns cachorros serem mais inteligentes do que outros

A primeira pesquisa teve o objetivo de mostrar até que ponto a raça de um cachorro era preditiva de traços comportamentais e mentais. Ou seja, medir a herdabilidade de características. Os cientistas descobriram que existem quatro contribuições genéticas: o controle inibitório, que é a habilidade de impulsivas, foi calculada em 70% herdável, enquanto a comunicação 50%. A memória e o raciocínio físico foram calculados em 20%.

O segundo estudo identificou variações genéticas específicas ligadas às características hereditárias captadas na primeira primeira pesquisa (controle inibitório, comunicação, memória e raciocínio físico). Os cientistas descobriram que haviam muitos genes que contribuem para as características cognitivas dos cachorros.

Teoria de seleção

Após essa pesquisa, a hipótese de que a domesticação dos cães aconteceu mediante uma seleção por capacidades mentais de resposta e comportamentos ganhou ainda mais força. Assim, cachorros que eram menos agressivos e mais inteligentes e obedientes podem ter levado uma certa vantagem em relação à reprodução.

“Por um lado, a seleção para essas características provavelmente começou muito mais cedo do que a seleção para características morfológicas, provavelmente centenas a milhares de anos atrás, quando os cães poderiam ter sido selecionados para funções como pastoreio ou comportamento de guarda. Mas essas características são mais difíceis de quantificar e provavelmente mais poligênicas,” disse Gitanjali Gnanadesikan, estudante da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e principal autor das pesquisas.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É Jornalista, apaixonado por pets e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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