Lúpus em Cães

Lúpus em Cães, podemos falar que o sistema imunológico é uma barreira de defesa responsável por combater agentes patogênicos que por ventura entram no organismo, impedindo que se instalem ou eliminando-os depois de já instalados. Algumas vezes, por motivo desconhecido, essas células de defesa se voltam contra as células do próprio organismo, causando doenças denominadas autoimunes.

Uma destas doenças autoimunes é o lúpus que pode atingir humanos, gatos e principalmente cães. Esta   doença que pode manifestar-se como uma inflamação em qualquer parte do corpo, incluindo coração, rins, pulmões, articulações, pele, especialmente da face e do nariz, e também sangue. Existem dois tipos conhecidos de lúpus: o  LES (Lúpus Eritematoso Sistêmico) e o DLE (Lúpus Eritematoso Discoide).  Elas se diferem: por o lúpus sistêmico poder afetar todo o corpo enquanto o lúpus discoide poder afetar apenas a pele.

 

Causas

As causas para estas doenças são desconhecidas, podendo ser tanto por fatores genéticos como ambientais. Especialistas acreditam serem hereditárias e os cães já serem geneticamente predispostos a desenvolverem um dos tipos de lúpus. Somado a isto, fatores ambientais como luz solar e produtos químicos podem contribuir para o desenvolvimento do lúpus.

As raças que mais frequentemente são atingidas por esta doença são: Shetland Sheepdog, Collie, Afghan Hound, Beagle, Setter Irlandês, Old English Sheepdog, Poodle e Pastor Alemão.

 

Sintomas

Os sinais clínicos são muitos e variam de leves a graves dependendo dos órgãos afetados.

 O lúpus sistêmico pode causar:

1. artrite

2. claudicação (que é uma sensação dolorosa nos membros inferiores devido à insuficiência de circulação)

3. inflamação das articulações e músculos, inclusive o do coração

4. lesões e infecções de pele

5. perda de pelo em cães.

6.  febre

7. gengivas pálidas

8. aumento da micção

Por afetar as articulações e músculos, o animal pode tornar-se letárgico e, quando atinge órgãos importantes do corpo, pode levar à anemia, anorexia, confusão, convulsões e a um aumento do fígado, baço e linfonodos, confusão e convulsões.

O lúpus discoide, por sua vez, pode causar:

1. afeta apenas a pele, especialmente da face e focinho.

2. lesões e feridas causando uma mudança na aparência da mesma e despigmentação do nariz.

3. aos poucos, a pele das áreas afetadas pode começar a descamar.

4. com frequência, desenvolver úlceras.

 

Diagnóstico e Tratamento

Por serem tão variados, os sinais clínicos fazem com que o lúpus possa ser confundido com muitas outras doenças. Além de um detalhado exame físico, são necessários diversos exames laboratoriais como hemograma, leucograma, exame de urina, teste de anticorpos antinucleares, teste de imunofluorescência e biópsia da pele para diagnosticar a doença.

Infelizmente, o lúpus não pode ser curado, mas seus sintomas e complicações podem ser atenuados com tratamento apropriado. O tratamento é em grande parte determinado por fatores como: órgãos afetados pela doença, sua gravidade, estado geral de saúde e bem-estar do animal.

No geral, pode-se:

1.  Usar anti-inflamatórios esteroidais ou não esteroidais.

2. Para casos mais graves, medicamentos imunossupressores.

3. Os animais não devem ser expostos à luz solar forte, precisando usar filtro solar potente.

4. Tomar suplementos de vitamina E.

5. Em casos muito graves, a internação inicial para equilibrar o metabolismo animal, pode ser necessária.

Se o bichinho não estiver se movimentando direito, os cuidados com higiene e limpeza do ambiente precisarão ser redobrados. Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, os sintomas do lúpus em cães podem ser controlados em grande medida e eles podem sobreviver muitos anos sem grandes complicações. É importante não esquecer que seu cãozinho precisará de ainda mais do seu carinho e atenção.

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Lúpus em Cães

Sobre o autor

Dr. Marcio Waldman

Dr. Marcio Waldman

Medico veterinário, diretor e fundador do www.petlove.com.br. Formado em 1988 pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP e pós graduado em latu sensu em odontologia veterinária, foi secretário geral da Anclivepa SP (associação nacional de clínicos veterinários de pequenos animais) e sócio fundador do Simpavet (sindicato patronal dos médicos veterinários). Atuou como clínico veterinário de pequenos animais de 1988 a 2005 em São Paulo, e em 2005 terminou a atividade na clinica para se dedicar exclusivamente ao Pet Love.

6 Comentários

  • Boa tarde, tenho um cãozinho, raça não definida, mistura de labrador com vira lata, esta com lupus discoide, afetando o focinho, olhos e começou na orelha, estou tentando um tratamento correto pelo veterinário que já passou os seguintes remédios: Prednisona 5 mg, cefalexina 500 mg e o colírio Still – diclofenaco sódico 0,1%. não houve nenhuma melhora. Ainda não fiz nenhum exame. gostaria de saber se pode passar para meus outros dois cachorrinhos da raça lhasa.

  • Olá meu nome é Bruna e meu maltês está com aproximadamente 10 anos , desde segunda começou a vomitar e diarréia, sendo que na quarta ficou internado tomando medicação, antibiótico, só que estou sentindo ele mto fraco, saiu umas 2 feridas com pus na pele dele, e não está se alimentando, estou dando o Recovery medicamentoso é bastante água, só que ele está com um bafo muito forte isso pode ser lupus??? Vc pode me ajudar??

  • A Molly tem 8 anos e há 5 diagnosticamos o lúpus discóide. Já dei vitamina E em cápsulas (fórmula manipulada), depois suplementos e agora acrescentei a cenoura crua e/ou levemente cozida. Minha pergunta é: DLE pode se transformar em LES.??? E, qdo eu saio, é inevitável ela pegar o solzinho pois o quintal é gde e ela fica solta e sozinha. Isso pode piorar a doença? Obrigada

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