Pesquisa comprova que gatos também se apegam aos humanos
Foi-se o tempo em que as pessoas acreditavam que os gatos eram animais interesseiros e que só gostavam da casa e não da família. Ainda assim, é sempre bom termos argumentos para provar que isso não passa de um mito. Um estudo recentemente realizado pela Universidade de Oregon (EUA) conseguiu comprovar que os felinos domésticos também são pets apegados aos seus humanos.
De acordo com os pesquisadores, os animais tendem a ter um laço afetivo extremamente forte que pode ser comparado com o que comumente é notado em relação aos cães ou até mesmo crianças. Para os autores, é comum que a gente subestime as relações sociais desenvolvidas pelos gatos, por isso, se basearam em um teste normalmente feito com essas outras espécies.
Como o estudo com gatos foi feito?
Dividida em três partes, a pesquisa aconteceu da seguinte forma: 1) o gato ficou dois minutos com seu pai ou mãe em uma sala; 2) o gato ficou sozinho neste mesmo local por mais dois minutos; 3) o pai ou mãe do gato voltou para ficar mais dois minutos com o pet na sala. Exatamente como costuma acontecer com bebês e cães, a maioria dos gatos (dois terços deles) ficou com seus humanos na primeira etapa e estranhou quando se viram sozinhos ali, mas o melhor ainda estava por vir…
O apego dos gatos com humanos
“Vários deles ‘cumprimentaram’ seus donos e seguiram explorando o ambiente de forma mais tranquila do que antes. Os mais inseguros deixaram de explorar o lugar e ficaram agarrados aos donos…”, afirmaram os cientistas. Isso mostra que, além de nos terem como referência, confiam em nós mais do que imaginamos.
“Nosso estudo indica que, quando os gatos vivem em um estado de dependência de um ser humano, esse comportamento de apego é flexível e a maioria dos gatos usa o ser humano como fonte de segurança… Seu gato depende de você para se sentir seguro quando está estressado”, revelou Kristyn Vitale, uma das responsáveis pela publicação.
Socialização posterior não teve resultados
Algo que chamou a atenção dos estudiosos foi que trabalhos de dessensibilização não demonstraram efeitos nos gatos. Após um treinamento de socialização que durou seis semanas, não houveram diferenças em relação ao comportamento dos pets, ou seja, aqueles que se mostravam mais estressados permaneceram da mesma maneira.
“Depois que um estilo de apego é estabelecido entre o gato e o ‘tratador’, ele parece permanecer relativamente estável ao longo do tempo, mesmo após uma intervenção de treinamento e socialização”, ressaltou Kristyn.
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