Pesquisa mostra que pais de pets não estão atentos à prevenção de acidentes domésticos

Se vale a máxima de que um pet é uma eterna criança, então, assim como tal, os cuidados preventivos não podem faltar para que o seu companheiro(a) possa manter-se longe dos perigos, principalmente aqueles escondidos (ou não) dentro de casa.

Há quem não se dê conta que aquela gaveta quebrada, que deixou pra arrumar amanhã, pode representar um grande risco para os pets, afinal nem percebeu que um prego ficou exposto. Mas, há também um risco assumido de, por exemplo, não colocar redes de proteção nas janelas do apartamento, como revelou um estudo do Instituto Pet Brasil – apenas 28% dos tutores de felinos e 19% dos pais caninos bloqueiam suas janelas. Além disso, somente 16% dos entrevistados disseram ter alguma atenção com os perigos domésticos, como restringir o acesso a objetos e ambientes que possam colocar a saúde dos pets em risco.

O estudo vai ao encontro de uma pesquisa encomendada pela Bayer ao IBOPE Inteligência. De acordo com as 2.002 entrevistas em mais de 140 municípios brasileira, 76% dos entrevistados não fizeram nenhuma adaptação na residência para prevenir acidentes domésticos com animais de estimação, e apenas 35% aplicam preventivamente produtos contra pulgas e carrapatos antes da identificação do problema. 

Apesar de não parecer, a medicação preventiva – sempre com a orientação de um médico veterinário – faz parte dessa “prevenção doméstica”, pois uma vez picado por um inseto, o animal pode ser contaminado e também transmitir doenças para toda família, como leishmaniose e verminoses.  

Entre aqueles que já presenciaram algum acidente doméstico com o seu bichinho, os principais motivos relatados foram quedas de lugares altos, como janelas, 17% cães e 22% gatos. Além disso, 16% dos tutores tiveram problemas com ingestão de substâncias tóxicas, como produtos de limpeza, higiene, remédios, plantas ou objetos. Todos estes responderam não terem feito adaptações preventivas na casa.

Para evitar dor de cabeça

  • Tele todas as janelas (inclusive do banheiro) com material próprio para pet. Tenha certeza que não há espaços por onde o peludo possa passar.

  • Certifique que todas as plantas que você tem em casa são apropriadas para os pequenos. Caso haja alguma tóxica, coloque em locais elevados ou inacessível ao pet.

  • Medicamento só em caixas fechadas, dentro do armário ou da gaveta. Nunca deixe em cima de mesas ou criados mudos.

  • Guarde todos os produtos de limpeza dentro de locais fechados (nada de deixar no pé do tanque). Baldes com produtos ou roupas de molho devem ficar em locais elevados.

  • Nunca deixe alimentos em locais que o pet possa alcançar. Mesas de centro podem ser acessadas até por cães pequenos e obedientes.

  • Não permita o acesso a locais sem proteção, como varandas não teladas ou lajes.

  • Para cães de pequeno porte, coloque escadas ou rampas para eles subirem e descerem de sofás e camas.

  • A qualquer alteração de comportamento ou apetite, leve seu pet imediatamente ao médico veterinário.

Como não dá pra enumerar todos os riscos, é importante manter o alerta sempre ligado, observando as oportunidades para manter um ambiente seguro para o seu pet. Minimizando os riscos, você maximiza a melhor parte de ter uma eterna criança dentro de casa 🙂

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

É jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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