Lipidose hepática: o que é e por que acontece?

O fígado é a maior glândula do corpo e possui diversas funções fundamentais para a sobrevivência dos humanos e dos pets. As principais utilidades estão relacionadas com a digestão dos nutrientes, estocagem de energia, produção de proteínas, armazenamento de vitaminas e degradação, inativação e excreção de drogas e toxinas.

Certamente, uma lesão ou doença nesse órgão vital pode comprometer a saúde do indivíduo em vários aspectos e no caso da lipidose hepática isso não é diferente. Esse problema tão conhecido pelos entendedores de gatos raramente acomete os cães. Você pode conferir mais sobre essa doença a seguir.

O que é lipidose hepática?

As principais células que estão presentes no fígado se chamam hepatócitos, que são os responsáveis por parte das funções que este órgão desempenha. A lipidose hepática é caracterizada por um acúmulo de gorduras (triglicerídeos) nos hepatócitos, podendo ser classificada como primária (quando não há uma causa aparente) ou secundária quando o problema é consequência de alguma enfermidade, como Diabetes Mellitus, Hipotireoidismo, Pancreatite, Doença Inflamatória Intestinal e Hiperlipidemia.

Por mais que não seja uma doença comum nos cachorros, a lipidose hepática secundária é a principal forma que atinge a espécie. As duas classificações da doença podem afetar os gatos, sendo que a ocorrência depende da região em que o pet vive, por exemplo, nos EUA, a forma mais comum é a primária e na Europa, a secundária, sendo a doença hepática de gatos com maior incidência na América do Norte e com um número de casos bastante impressionante em qualquer lugar do mundo.

Por que acontece a lipidose hepática?

A lipidose hepática idiopática (primária) apesar de não ter uma causa determinada, é a mais comum em gatos obesos, anorexos, estressados, que passaram algum tempo sem se alimentar ou têm uma dieta baixa em proteína. Isso acontece por uma série de motivos, mas no gato anoréxico, por exemplo, o corpo mobiliza gordura e envia para o fígado como um meio de suprir a falta desse nutriente na dieta, o fígado então é incapaz de processar essa quantidade excessiva de gordura e acaba acumulando. A obesidade entra nisso, pois se antes de parar de comer, o gato estava com sobrepeso, a doença é ainda mais fácil de ocorrer.

O motivo de acontecer majoritariamente em gatos ainda é incerto, mas acredita-se que esteja relacionado ao metabolismo dos gatos que difere do cães. Algumas alterações fisiológicas fazem com que eles possuam uma tendência maior em acumular gordura nos hepatócitos. Infelizmente, a lipidose hepática pode afetar gatos de qualquer idade, raça ou sexo.

Quais são os sinais clínicos da lipidose hepática?

O pet afetado pela condição a princípio pode ter sinais inespecíficos. Conforme a doença avança, o cachorro ou gato pode ficar letárgico, sem vontade de comer, emagrecer, apresentar vômito, diarreia e icterícia (coloração amarelada das mucosas).

Diagnóstico e tratamento

É muito importante que, ao observar qualquer sinal mencionado anteriormente, você leve o gato ao médico veterinário. O diagnóstico da lipidose hepática em estágio inicial pode salvar a vida do seu filho de quatro patas. Geralmente são solicitados alguns exames, como de sangue e ultrassonografia abdominal para confirmar o quadro de lipidose hepática. A nutrição do pet é fundamental e contribui muito para o sucesso do tratamento, já que auxilia o fígado a voltar às suas funções normais, sendo que o médico veterinário irá instruir a respeito da dieta mais adequada em cada caso.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Estudante de Medicina Veterinária, sonho que tenho desde criança, cresci com gatos e hoje sou uma felícia assumida. Tenho dois felinos resgatados: o Frodo e o Bilbo, que são considerados meus filhos de pelo. Meu propósito de vida é ajudar o máximo de pets possíveis e fazer com que eles fiquem mais felizes e saudáveis escrevendo para o blog da Petlove.

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