Pesquisa revela que gatos podem ter sotaque diferente dependendo da região em que vivem

É comum notarmos um sotaque distinto de indivíduos que habitam diferentes regiões do País. Isso ocorre devido à enorme diversidade de pessoas vindas de outros locais do Mundo, a chamada “variedade étnica”. No Brasil, segundo pesquisas, existem mais de 10 modos diferentes de falar o português “brasileiro”. Pessoas que moram no Norte do País normalmente têm um sotaque diferente de quem é do Sul. As que vivem no Nordeste geralmente se pronunciam diferente de quem habita a região Sudeste, e assim por diante.

No mundo dos gatos, o fenômeno ocorre da mesma forma que acontece com os humanos, é o que diz uma pesquisa realizada pela Universidade de Lund, na Suécia. O projeto chamado “Meowsic”, que visa entender como os gatos e humanos usam a melodia e outros recursos prosódicos quando se comunicam, coordenado pela professora de fonética Susanne Schotz, diz que o miado de um bichano que habita a zona rural de um país é diferente de um felino nascido na zona urbana. Por exemplo, de acordo com a pesquisadora, um gato nascido no centro de São Paulo não mia igual a outro criado no Mato Grosso!

A coordenadora do projeto afirma que os gatos não podem miar em diferentes idiomas como as pessoas, porém existe uma grande possibilidade que os miados tenham “sotaques” regionais. “Os gatos podem adaptar seus sons aos humanos com quem convivem para serem melhores entendidos… Não é impossível que algumas das características de sotaque ou dialeto da fala humana estejam incluídas na vocalização do gato também. Então alguns felinos podem miar um pouco diferente, dependendo da língua de seus pais humanos”, disse. 

De acordo com o estudo, que possui uma duração de cinco anos e deve ser concluído até 2021, essa distinção de miado teria, inclusive, uma ligação com a linguagem dos humanos com o qual os gatos convivem. 

O projeto explora a prosódia, ou seja, como a entonação, estilo da fala e ritmo influenciam a comunicação vocal que os pequenos felinos estabelecem com os pais. Segundo Susanne, as pesquisas possuem uma enorme utilidade, já que os resultados podem levar a uma melhor qualidade de vida para os gatos e outros animais de companhia. Além disso, ela afirma que entender as estratégias vocais utilizadas por humanos e gatos na comunicação homem-gato terá profundas consequências para nossa compreensão de como nos comunicamos com nossos animais.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É estudante de Jornalismo, apaixonado por animais e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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