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PIF, FeLV e FIV: conheça as doenças infectocontagiosas em gatos

As três doenças podem causar graves problemas na saúde do gatinho, por isso, é preciso entender melhor como elas agem e como prevenir!

Por Amanda Fernandes -

Infelizmente, são várias as doenças que podem acometer a saúde dos felinos e causar grandes impactos. Algumas delas são conhecidas por serem infectocontagiosas, como é o caso da Leucemia Viral Felina (FeLV), Imunodeficiência Viral Felina (FIV) e da Peritonite Infecciosa Felina (PIF). 

Ambas as doenças são muito perigosas para os gatos, por isso, é extremamente importante entender o que são, sintomas, transmissão, tratamento e prevenção. Confira:

gato filhote.

Peritonite Infecciosa Felina (PIF)

O que é a PIF

A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença grave, causada pela mutação do coronavírus felino. Essa enfermidade é fatal, sendo uma das principais causas infecciosas de morte em gatos. É um processo inflamatório que ocorre quando o sistema imunológico do gato reage de forma inadequada ao vírus.

Transmissão 

A PIF não é transmissível. O que é transmissível é o coronavírus felino, agente que, caso sofra mutação, desencadeia a PIF.

Sintomas da PIF

Os sintomas da PIF em gatos podem variar, já que existem duas formas principais dessa doença: efusiva (úmida) e não efusiva (seca). Os bichanos com PIF efusiva apresentam acúmulo de líquido no abdômen e no tórax, febre e não respondem ao tratamento com antibióticos. 

Já na forma não efusiva, ocorre inflamação e necrose em órgãos abdominais, torácicos, sistema nervoso e olhos. Os sintomas iniciais podem incluir falta de apetite, perda de peso e febre.

Diagnóstico

O diagnóstico da PIF não costuma ser algo simples, sendo que apenas um teste não é capaz de atestar que o felino é positivo para o coronavírus modificado. Por isso, além dos testes, a análise clínica (anamnese clínica) feita pelo médico-veterinário é muito importante para o resultado. 

Entre os exames e testes necessários para realizar o diagnóstico da PIF, estão: 

  • Hemograma;
  • Sorologia;
  • Testes de PCR, ELISA, IFI e imunocromatografia.

Tratamento para PIF

Até pouco tempo, não havia cura para a PIF. No entanto, um medicamento chamado GS-441524 tem mostrado resultados promissores no tratamento da doença. Infelizmente, por ser um remédio recente, ainda não é muito acessível no Brasil.

Fora o medicamento para PIF, outra forma de tratar – porém menos eficaz – é focando no combate dos sintomas e suporte ao sistema imunológico do bichano. 

Esse tratamento envolve o uso de anti-inflamatórios, imunossupressores e antibióticos, além de terapias de suporte, como hidratação intravenosa e alimentação adequada. Porém, em muitos casos, essas terapias são sem sucesso.

Prevenção para PIF 

Não existe uma forma exata para prevenir a PIF, visto que a causa para a mutação do coronavírus felino no organismo não é unânime. Alguns estudos indicam que situações que causam imunossupressão, como doenças crônicas infecciosas (FIV e Felv), desnutrição e estresse, podem contribuir para a mutação do vírus. 

Gato preto e branco deitado.

Imunodeficiência Viral Felina (FIV)

O que é 

A Imunodeficiência Viral Felina (FIV) é uma doença causada por um vírus do gênero lentivírus, que pertence à mesma família do HIV, por isso essa enfermidade é popularmente conhecida como “AIDS felina

Transmissão 

O vírus afeta a imunidade do pet e é transmitido pelo encontro da saliva do felino infectado com a corrente sanguínea de um gato saudável. Por isso, a transmissão se dá principalmente por mordidas, arranhões, coito, parto e amamentação.

Sintomas 

A FIV pode ter sintomas diferentes em cada gato. Alguns podem levar anos para manifestar algum sinal. A principal característica da FIV é tornar o sistema imunológico do portador comprometido, deixando-o assim suscetível a outras doenças, principalmente infecciosas, bacterianas e fúngicas.

O gato portador, por estar imunocomprometido, pode apresentar com mais facilidade infecções respiratórias, como asma felina, bronquite e rinotraqueíte. Além disso, é bastante comum desenvolver estomatites, gengivites e alterações de pele. 

No geral, o gato com FIV é bem mais predisposto a desenvolver enfermidades, porém, com os devidos cuidados e proteção, ele pode viver por anos. 

Com o passar do tempo, além dos problemas citados, o gato fica mais suscetível a desenvolver alguns tipos de câncer e transtornos neurológicos

Diagnóstico

O diagnóstico da FIV em gatos é realizado por meio de exames de sangue e laboratoriais, sendo o teste ELISA e o PCR os mais utilizados. O teste de ELISA detecta os anticorpos da FIV e antígenos da FeLV, ou seja, é um exame que serve para descobrir as duas doenças.

Tratamento 

A FIV não possui uma cura ainda. O tratamento para a “AIDS felina” consiste em tratar os sintomas e melhorar o sistema imunológico para que o pet consiga ter o máximo possível de qualidade de vida. 

No Mundo, já foram encontrados cinco subtipos da FIV. Por ter tantas variações, criar uma vacina eficaz para a “AIDS felina” ainda é um desafio. 

Prevenção

A melhor maneira de prevenir que o seu gato tenha FIV é criando o felino dentro de casa e sem acesso a outros gatos da rua. O felino que passeia pelas ruas tem altas chances de se contaminar com a AIDS felina, já que brigas, principalmente entre os pets não castrados, são recorrentes e momentos propícios para a infecção do vírus acontecer. 

Por isso, castre seu felino e o crie dentro de casa, longe da FIV e também de diversas outras doenças e perigos que existem nas ruas para os gatinhos. 

Também não se esqueça de fazer o teste de FIV ao adotar um novo gatinho, principalmente se você já tiver outros felinos em casa. Isso ajuda a descobrir a doença precocemente e evita que o vírus seja transmitido para os outros pets – lembrando que é uma doença exclusivamente felina, não tendo risco de transmissão para humanos ou outras espécies de animais. 

Gato preto deitado.

Leucemia Viral Felina (FeLV)

O que é 

A Leucemia Viral Felina (FeLV) é uma doença grave, causada por um retrovírus que afeta exclusivamente os gatinhos. Ela é semelhante à leucemia em humanos, causando queda da imunidade e podendo causar linfomas, um tipo de câncer que pode ser fatal para os bichanos.

Transmissão 

A transmissão da FeLV ocorre por meio do contato de gatos saudáveis com saliva, fezes e urina de felinos infectados. Ou seja, o vírus pode ser transmitido na hora da limpeza mútua entre os bichanos, compartilhamento de comedouros, bebedouros e caixas de areia e durante brigas. 

Os felinos podem contrair a FeLV no útero ou quando mamam o leite de uma mãe infectada. É importante destacar que a doença é muitas vezes transmitida por gatos que parecem saudáveis. Ou seja, mesmo que um bichano pareça estar bem, ele pode estar infectado e transmitindo o vírus da FeLV.

Vale ressaltar que o vírus não vive por muito tempo fora do hospedeiro (gato) e, além disso, não pode ser transmitido para pessoas ou outras espécies de animais, já que é uma doença exclusivamente felina. 

Também vale destacar que em alguns casos, mesmo que o gato tenha contato com a FeLV, ele pode não se contaminar, pois alguns felinos produzem uma resposta imune eficaz, eliminando o vírus do organismo. 

Sintomas 

É fundamental que o tutor fique de olho nos sintomas da FeLV para tratar o quanto antes, caso seja diagnosticada. Confira:

  • Febre;
  • Gengivas e mucosas pálidas;
  • Apatia;
  • Perda de peso;
  • Falta de apetite;
  • Anemia;
  • Diarreia;
  • Linfonodos aumentados;
  • Infecção de pele, vias respiratórias e bexiga;
  • Letargia;
  • Estomatite;
  • Anorexia;
  • Fraqueza.

Diagnóstico

O diagnóstico da leucemia viral felina é feito por meio de exames laboratoriais, como o teste de antígenos ELISA ou o PCR (Reação em cadeia de polimerase). O ELISA é um teste simples, feito com uma amostra de sangue do gato. É indicado que 30 dias após esse procedimento, seja feito o exame de PCR.

Tratamento 

Ainda não há cura para a leucemia felina, mas é possível prolongar e melhorar a qualidade de vida do gato por meio do tratamento dos sintomas. 

Prevenção

Na hora de prevenir seu gato da FeLV, o mais importante é mantê-lo sem o acesso à rua e a  gatos desconhecidos. Isso evita que ele tenha contato com o vírus da doença – e a vários outros perigos.

Também é importante que o seu gatinho seja castrado, pois isso ajuda a minimizar o comportamento de querer sair para a rua e brigar por parceiros. 

Além disso, existem vacinas contra a FeLV, como a V5 (quíntupla), que é capaz de proteger contra a FeLV e outras doenças, e a vacina monovalente da FELV, que protege somente contra a FELV.  

Nenhuma vacina é 100% eficaz contra a leucemia felina, porém, a proteção que elas oferecem é alta e tende a ser eficaz com demais medidas preventivas. 

Para dar algumas dessas vacinas em seu gato, é importante que você converse com um médico-veterinário, pois muitas vezes, recomenda-se testar se o seu pet tem FeLV para, assim, definir o melhor protocolo.

Gato filhote malhado.

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Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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