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Pneumonia em cachorro: sintomas, causas e como tratar

Seu cachorro está com tosse persistente, febre e sem fôlego? Pode ser pneumonia canina. Entenda os sinais, as causas e o que fazer para ajudar o seu pet.

Por Amanda Fernandes -

Cachorro tossindo é um sinal que nenhum tutor gosta de ver. Quando a tosse não passa, vem acompanhada de febre e o bichinho começa a ficar abatido, sem apetite e com dificuldade para respirar, é hora de ligar o sinal de alerta, porque um dos diagnósticos possíveis é a pneumonia em cachorro.

A pneumonia canina é uma inflamação nos pulmões que pode avançar rápido se não for tratada. E, ao contrário do que parece, não é uma doença exclusiva de filhotes ou cães idosos: ela pode acometer pets de qualquer raça, porte ou idade.

Neste artigo, você vai entender o que é a pneumonia canina, quais são os tipos, sintomas, causas, como o diagnóstico é feito e o que esperar do tratamento.

Cachorro com pneumonia.

O que é pneumonia em cachorro?

A pneumonia em cachorro é uma inflamação que afeta os pulmões e as vias respiratórias inferiores do pet, como brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares (as estruturas responsáveis pela troca de oxigênio no organismo).

Quando agentes infecciosos, como bactérias, vírus ou fungos, invadem essas regiões, o corpo reage com inflamação e acúmulo de secreções, o que dificulta a respiração.

Essa dificuldade respiratória não é algo que o pet consegue superar sozinho. Sem tratamento, a infecção pode evoluir para um quadro grave, comprometendo o funcionamento do organismo inteiro. Por isso, quanto antes o médico-veterinário for consultado, melhor.

Tipos de pneumonia em cachorro

Antes de entender os sintomas, é útil saber que existem diferentes tipos de pneumonia canina. Cada um tem uma origem distinta e o tratamento muda bastante dependendo do agente causador.

Pneumonia bacteriana

É um dos tipos mais comuns de pneumonia canina. Ocorre quando bactérias chegam aos pulmões, seja por inalação, por aspiração de vômito ou saliva, ou como complicação de outra doença respiratória que enfraqueceu o organismo do pet. 

Os agentes mais comuns são Bordetella bronchiseptica, Streptococcus spp. e Escherichia coli, entre outros.

Cães idosos, filhotes e pets com imunidade baixa têm risco maior de desenvolver a forma bacteriana.

Pneumonia viral

Causada por vírus que comprometem as células de defesa das vias aéreas, facilitando a entrada de bactérias oportunistas. Os principais agentes são o vírus da cinomose canina, o adenovírus tipo 2 e o vírus da parainfluenza.

Esse tipo é mais comum em ambientes com muitos cães juntos, como creches, abrigos e parques, e está diretamente ligado à vacinação desatualizada.

Pneumonia por aspiração

Acontece quando o pet “engole errado” e algum conteúdo (alimento, saliva ou vômito) vai parar nos pulmões em vez do estômago. O ácido do conteúdo gástrico irrita o tecido pulmonar e favorece infecções secundárias. 

Cães com megaesôfago, refluxo frequente ou que passaram por anestesias prolongadas têm mais risco. Raças braquicefálicas, como Pug, Bulldog e Shih Tzu, também merecem atenção redobrada.

Pneumonia fúngica

Causada pela inalação de esporos de fungos presentes no solo, folhas em decomposição ou ambientes úmidos. Embora menos frequente, pode ser mais difícil de tratar e se disseminar para outros órgãos, como olhos e ossos. Os agentes mais associados são Blastomyces dermatitidis e Histoplasma capsulatum.

Pneumonia parasitária

Ocorre quando parasitas se instalam nos pulmões, causando irritação crônica. É rara, mas pode acontecer em cães sem controle antiparasitário adequado ou que vivem em ambientes contaminados.

Sintomas de pneumonia em cachorro

Os sintomas de pneumonia em cachorro podem começar parecendo um simples resfriado, mas tendem a piorar com rapidez. Conhecer os sinais cedo faz toda a diferença.

Fique de olho se o seu pet apresentar:

  • Tosse persistente, geralmente úmida (com secreção), diferente daquela tossinha ocasional;
  • Dificuldade para respirar: respiração acelerada, com esforço visível e movimentos abdominais acentuados;
  • Febre, acompanhada de tremores e prostração;
  • Apatia e letargia: o cachorro que era animado fica parado, desinteressado até pelo que mais gosta;
  • Perda de apetite e, nos casos mais prolongados, perda de peso;
  • Secreção nasal, que pode variar de transparente a amarelada e espessa;
  • Latido rouco ou abafado, pela inflamação nas vias respiratórias;
  • Episódios de vômito, pelo esforço da tosse ou excesso de secreção na garganta;
  • Gengivas e língua azuladas (cianose), sinal grave de oxigenação insuficiente que exige atendimento imediato.

Se o seu cachorro estiver com tosse, febre e fôlego curto ao mesmo tempo, não espere para ver se passa. Vá ao veterinário.

A pneumonia em cachorro é grave?

Sim, a pneumonia em cachorro é grave e não dá para subestimar. A pneumonia canina pode avançar rápido, especialmente em filhotes (com imunidade ainda em desenvolvimento), cães idosos e pets com doenças pré-existentes. Nos casos mais críticos, a infecção pode evoluir para sepse (infecção generalizada) e, sem tratamento, pode ser fatal.

Mas vale ressaltar que quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é seguido corretamente, a grande maioria dos cães se recupera bem. A chave é agir rápido.

Pneumonia canina é contagiosa?

Depende do tipo. A pneumonia bacteriana e a viral podem sim ser transmitidas entre cães, especialmente em locais com aglomeração, como creches, hotéis e parques. Já a pneumonia por aspiração, fúngica ou parasitária não é contagiosa.

Para humanos, o risco é muito baixo, pois a maioria dos agentes envolvidos é específica da espécie canina. Ainda assim, pessoas com imunidade comprometida devem manter os cuidados básicos de higiene ao cuidar de um pet doente.

Cachorro com sintomas de pneumonia.

Como é feito o diagnóstico da pneumonia canina?

O diagnóstico da pneumonia em cachorro combina exame clínico e exames complementares

Antes da consulta, anote quando os sintomas começaram, se a tosse é seca ou com catarro, se o pet vomitou recentemente, se ficou em contato com outros cães e se as vacinas estão em dia. Essas informações ajudam muito o médico-veterinário a chegar rápido na conclusão certa.

Na consulta, o profissional vai auscultar os pulmões com estetoscópio, buscando sons anormais, como estalos e chiados. A partir daí, pode solicitar:

  • Radiografia de tórax (raio-X): o principal exame de imagem para confirmar a pneumonia. Nas imagens, as regiões inflamadas aparecem como áreas acinzentadas e irregulares, bem diferentes de um pulmão saudável;
  • Hemograma completo: mostra aumento dos glóbulos brancos, típico de processos infecciosos;
  • Cultura com antibiograma: identifica a bactéria causadora e aponta quais antibióticos são eficazes, evitando o uso incorreto de medicamentos e o problema da resistência bacteriana;
  • Oximetria de pulso: avalia se o pet está recebendo oxigênio suficiente, de forma simples e não invasiva;
  • Tomografia computadorizada: indicada nos casos mais complexos, quando os exames convencionais não são suficientes para fechar o diagnóstico.

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Como tratar pneumonia em cachorro

O tratamento depende do tipo de pneumonia, da gravidade do quadro e do estado geral do pet. Tudo precisa ser definido pelo médico-veterinário após os exames, pois não existe fórmula universal.

De modo geral, o tratamento pode incluir:

  • Antibióticos: quando a origem é bacteriana, escolhidos com base no resultado do antibiograma;
  • Anti-inflamatórios e antitérmicos: para controlar febre e reduzir a inflamação pulmonar;
  • Broncodilatadores: abrem as vias aéreas e aliviam a dificuldade para respirar;
  • Expectorantes e nebulização com soro fisiológico: ajudam a fluidificar e eliminar o muco acumulado;
  • Antifúngicos ou antiparasitários: quando a causa for fúngica ou parasitária, com tratamento mais longo;
  • Antieméticos: reduzem vômitos e refluxo, especialmente nos casos de pneumonia por aspiração.

Nos quadros mais graves, com muita dificuldade respiratória, febre alta e prostração intensa, a internação pode ser necessária. Nesses casos, o pet pode precisar de oxigenoterapia (por máscara, cânula nasal ou gaiola de oxigênio), fluidoterapia intravenosa para corrigir a desidratação e, em situações críticas, ventilação mecânica.

Remédio para pneumonia em cachorro: cuidado com automedicação

Nunca ofereça medicamentos por conta própria ao pet. O uso incorreto de antibióticos, por exemplo, pode piorar o quadro e criar resistência bacteriana. O tratamento da pneumonia em cachorros só começa com prescrição veterinária, após diagnóstico confirmado.

Cuidados em casa durante a recuperação

Após a alta, o cachorro precisa de repouso em ambiente aquecido, longe de correntes de ar e umidade. Ofereça água fresca e alimentos úmidos ou pastosos. Além disso, siga rigorosamente os horários dos medicamentos e não interrompa o tratamento antes do prazo, mesmo que o pet pareça estar bem.

O acompanhamento pós-alta é fundamental. Radiografias de controle costumam ser pedidas a cada uma ou duas semanas para confirmar que os pulmões estão se recuperando bem.

Causas e fatores de risco

A maioria dos casos de pneumonia bacteriana tem início quando o organismo do pet já está enfraquecido por alguma outra doença respiratória, má alimentação ou condições ambientais inadequadas, e bactérias oportunistas aproveitam essa brecha.

Outros fatores que aumentam o risco incluem:

  • Filhotes e cães idosos;
  • Ambientes úmidos, com pouca higiene ou exposição frequente à chuva e ao frio;
  • Vacinação desatualizada;
  • Doenças pré-existentes, como diabetes, hipotireoidismo ou distúrbios neurológicos;
  • Megaesôfago, refluxo ou episódios frequentes de vômito;
  • Uso prolongado de corticoides ou outros imunossupressores;
  • Contato com cães doentes em creches, hotéis e parques.

Como prevenir a pneumonia canina

Prevenir é sempre o melhor caminho, e com alguns cuidados simples no dia a dia dá para reduzir muito o risco do pet desenvolver uma pneumonia. Confira o que fazer:

Mantenha a vacinação em dia

As vacinas contra cinomose, adenovírus e parainfluenza protegem contra as principais causas de pneumonia viral e evitam complicações graves. Siga o calendário indicado pelo médico-veterinário.

Invista numa boa alimentação

Uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico e ajuda o organismo a se defender melhor. 

Mantenha o ambiente limpo

Higienize o local de descanso, comedouros e bebedouros regularmente. Ambientes úmidos favorecem o crescimento de fungos e bactérias.

Evite exposição a agentes irritantes

Fumaça de cigarro, aerossóis e produtos de limpeza com odor forte prejudicam as defesas naturais das vias respiratórias.

Faça vermifugações periódicas

Consulte um médico-veterinário e ofereça vermífugos de acordo com o peso e a idade do pet, para reduzir o risco de pneumonia parasitária.

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Consultas de rotina

Detectar problemas respiratórios cedo evita que um quadro simples evolua para pneumonia. Por isso, mantenha o check-up do seu cachorro sempre em dia.

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Cachorro se tratando de pneumonia canina.

Esteja preparado para imprevistos e proteja a saúde do seu pet!

Quando o pet fica doente, seja por uma pneumonia ou qualquer outro problema de saúde, levá-lo ao médico-veterinário é essencial. Nessa hora, além da preocupação com a integridade do cão, o medo de algo pesar no bolso também passa pela mente, né? 

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Perguntas Frequentes

O que é pneumonia em cachorro?

É uma inflamação nos pulmões e nas vias respiratórias inferiores, causada por bactérias, vírus, fungos, parasitas ou pela aspiração de conteúdo para os pulmões. A condição compromete a respiração e a troca de oxigênio no organismo do cachorro.

Quais são os sintomas de pneumonia em cachorro?

Os principais sinais são tosse persistente (geralmente úmida), dificuldade para respirar, febre, apatia, perda de apetite, secreção nasal, latido rouco e, nos casos mais graves, gengivas com coloração azulada. Ao notar esses sintomas combinados, procure um médico-veterinário imediatamente.

Pneumonia em cachorro é grave?

Sim. Pode ser fatal, especialmente em filhotes, cães idosos ou pets com doenças pré-existentes. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos cães se recupera, mas a agilidade no atendimento é fundamental.

Qual remédio dar para cachorro com pneumonia?

Nunca medique o pet sem orientação veterinária. O tratamento depende do tipo de infecção e deve ser prescrito pelo médico-veterinário após diagnóstico confirmado por exames. O uso incorreto de antibióticos, por exemplo, pode agravar o quadro.

Como tratar pneumonia em cachorro?

O tratamento pode incluir antibióticos, anti-inflamatórios, broncodilatadores, nebulização e, nos casos mais graves, internação com oxigenoterapia. Tudo é definido pelo médico-veterinário com base nos exames realizados.

Quanto tempo demora para curar a pneumonia em cachorro?

Casos leves costumam melhorar em 10 a 15 dias. Infecções mais graves ou fúngicas podem exigir tratamento de um a dois meses. Mesmo após a melhora clínica, o acompanhamento veterinário deve continuar para garantir que não há inflamação residual nos pulmões.

A pneumonia canina é contagiosa para outros cães?

A forma bacteriana e a viral podem ser transmitidas entre cães, especialmente em locais com aglomeração. Já a pneumonia por aspiração, fúngica ou parasitária não é contagiosa.

Como prevenir a pneumonia em cachorro?

Vacinação em dia, boa alimentação, ambiente limpo, vermifugação periódica, evitar exposição ao frio e à chuva e consultas veterinárias de rotina são os pilares da prevenção.

Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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